and posted in Entrevista, Tradução

Continuando a seção “Arena 37C Agosto 2009 – personal interviews”, trago agora a entrevista com Ruki.

Na minha opinião essa não tem nada de novo.
São as coisas que a gente já sabe~

Inglês: Guren_Void LJ
PT: Mari@ MH

Coisas entre ( ) são explicações da própria revista
Coisas entre [ ] são comentários meus


Todas as vezes que vocês chegam onde a capa e o encarte são feitos, a arte é cuidadosamente supervisionada apenas por Ruki, dessa vez também você foi o único lá na hora da sessão de fotos para o encarte?
R: Fui. Dessa vez fui para Yamanashi. No começo, no dia marcado com uma chuva fria, eventualmente isso aconteceu [choveu] de manhã, e ficou sem sentido fazer uma sessão de fotos naquele dia, então 3 dias depois fomos para preparar o local mais uma vez, mas dessa vez fez sol demais, e fez a imagem do DIM no clima exatamente o oposto de “a escuridão”, foi um pouco preocupante (risos). Enquanto tais acidentes aconteciam, ‘eu estava pensando se seria melhor fazer a imagem sem misturar a composição [com o clima].

A imagem de algo trancado dentro de um objeto semi-transparente?
R: Isolamento/solidão. A coisa quadrada era um cubo de gelo. A coisa dentro é um humano. Fica um pouco desfocado, certo. A sensação de um movimento irregular. Representa um tipo de mundo isolado. A pessoa é qualquer um, e mostra que vivemos num espaço confinado. Primeiro, toda a caixa de gelo era para estar numa cidade e nos perguntamos onde deveríamos fotografá-la, mas no fim depois de pensar bem, a maior parte da escuridão e do isolamento saiu desse lugar.

O encarte [a imagem] frio é muito importante eu acho, porque é algo que te deixa imaginar qual é o conteúdo.
R: Entendo, entendo. Quando eu estava escolhendo [o encarte], eu também estava pensando sobre isso. Mas uma sensação assim é bastante desagradável. Eu queria transmitir isso até o fim.

Eu diria que atiça a imaginação. A aura da explicação [de qual é o conteúdo] também é desagradável.
R: É. Com esse tipo de sentimento, dessa vez também, eu estava pensando se seria melhor ou não mostrar o conteúdo do álbum através da arte.

Entendo. Falando nisso, dessa vez o período de gravação foi extremamente curto.
R: Isso é verdade. Faz 2 anos desde o lançamento de um album, achei que parecia haver uma margem enorme quando não trabalhamos. Mas na verdade foi cerca de um mês. Foi um título adequado. Foi uma viagem bem difícil. Se houvesse algum tempo sobrando, teríamos ficado mais felizes.

Entendo. As coisas que saem de você no álbum, foram coisas que tinham se acumulado dentro de você?
R: Bem, para mim não havia esse tipo de coisas. Ao invés de acumulado, havia essa sensação de ter algo repintado. Na verdade eu não acumulei nada. Toda vez que isso aocntece, já que eu sou o tipo que pensa em repintar as coisas, é essa sensação de repintar que sai. [repintar aqui no sentido de refazer, melhorar]. Particularmente, eu não tenho muito essa sensação de que “já que é um álbum, eu vou colocar tudo para fora”, há uma preocupação em fazer isso espontâneamente.

[Aqui, repintar no sentido de melhorar sempre. Quer dizer que ele representa as coisas com cores diferentes. No caso, falando de como representar a imagem do álbum.Ele falará sobre cores mais para frente, e provavelmente ficará mais claro para entender]


Bom, com certeza não há o tipo de sensação “já que é um álbum, vou colocar tudo para fora” com the GazettE. Entretanto, no tipo de metal triturante do single LEECH, a banda teve algo como uma masculinidade magnificamente feita.
R: O single tem a sensação de estranhamente não se tornar algo alegre. Falando em single, nos velhos tempos de CASSIS, a banda ficou muito impressionada com a imagem de resistência naquela música. Numa entrevista daquela época eu falei muito. É claro, aquela música, não que estejamos negando isso, se nós genuínamente achamos “uma boa música” e é por isso que a colocamos em um single, mas nossas próprias músicas não são desagradáveis, é desagradável quando bandas se impressionam apenas com esse tipo de imagem. Agora, quando tentamos fazer uma música como CASSIS, fizemos Guren. Bem, Não consigo explicar bem com palavras, o que fizemos em GUREN, espero que tenhamos digerido. [eu acredito que ele esteja falando que digeriram a imagem de ‘resistência’ q havia em cassis, para fazer guren.]

Eu entendo. Mesmo quando Ruki está escolhendo as fotos, dizem que a sensação do material é importante, mas essa percepção de ‘sensibilidade’ está conectada com o cuso das ações do the GazettE eu acho. Com esse álbum, você tinha essa imagem com você desde a gravação?
R: Sim. Eu queria fazer um album com essa imagem “obscura”. Sobre as outras coisas, havia o título, havia a imagem e a sensação de que músicas escolher. Mas eu não disse aos outros [da banda]. E também, durante a reunião de escolha das músicas nós as ouvimos. Mas o resultado foi que todos escolheram músicas com uma sensação obscura (risos). Quanto ao ponto de escolha, dessa vez não queríamos colocar muitas músicas experimentais. Nós realmente queríamos ir com coisas novas.

Essas músicas também estiveram na reunião de escolha das músicas?
R: Estavam, estavam. Aquelas eram músicas muito boas. Músicas confiantes. SE esse fosse o modo do album anterior de escolhermos músicas, eu acho que nós definitivamente as colocaríamos. Mas dessa vez, já que ao invés de um álbum rico em variações, fizemos um álbum com uma linha principal coerente. E escolhemos músicas para ele. Toda vez que fazemos um álbum, a primeira coisa em que penso é “Me pergunto qual cor de album farei” e foi assim desta vez também. Não foi preto, mas uma sensação obscura. Quando você pensa “o que é isso?”, “um sentimento obscuro” viria a minha mente. Desde os tempos de GUREN, eu tinha as palavras DIM SCENE. Já que eu queria representar tal sentimento na realidade, quando estava escrevendo as letras dessa vez, primeiro eu desenhei uma figura de qual cenário eu queria, adicionei cor e comecei a escrever as letras. Para a edição limitada, eu apenas adicionei figures com paisagens, mas não eram lugares famosos por assassinatos ou cenários de acidentes, mas era um canto de uma praia, um cenário em qualquer lugar, fotos que provocam pensamentos. Aquelas fotos com aquele tema, eu uni nossa música e a palavra [DIM], e se as pessoas que ouvirão o album terão a visão do mundo contida nele, eu acho que é bom.

Leave your Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: