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Entrevista de junho de 2008 com Reita, que vai fazer todos se apaixonarem por ele!
Essa entrevista foi logo em seguida ao final da turnê Repeated Countless Error.

Créditos:
Inglês: Toraniya@LJ
Pt-Br: Shizu @ MH
Revisão: Mari @ MH


the GazettE in YOYOGI
Tour 2007 – 2008 Stacked Rubbish
GRAND FINALE [REPEATED COUNTLESS ERROR]

—- Primeiramente, “Stacked Rubbish” foi uma grande turnê que levou mais ou menos um ano. Por favor, nos fale sobre seus sentimentos honestamente, tendo completado o Grand Finale.
Eu sinto como se tudo tivesse sido uma grande mentira, que realmente houvesse uma turnê acontecendo. Esses dias foram tão calmos que pareceu que a “Stacked Rubbish” não aconteceu de verdade.

—- Especialmente no Grand Finale, vocês estavam radiantes. Quebrando barreiras e tudo… Não foi muito diferente de um show num lugar pequeno.
Hahaha, exato! (risos) Mesmo sendo num lugar enorme.

—- Num lugar tão grande, ter uma visão maior, teria dado um sentimento de “show” maior, mas de novo, foi um show de verdade, completamente.
Mas havia vista da esquerda e da direita do palco, não havia? Mas do meu ponto de vista, eu duvido que havia alguém realmente olhando para essas coisas. Eu acho que eles estavam olhando para o palco, embora possamos ter parecido minúsculos. Bem, não é como se nós pudéssemos evitar que eles vissem close-ups de nossos rostos (risos). Bem, eu acho que é também onde os resultados da tour foram mostrados. O fato de que eles olharam para o palco diretamente me animou muito. Um brinde à esse espírito, pensei (risos).

—- Na entrevista antes da Turnê 01, você disse “Eu consegui alguns dias de folga no meio de uma longa turnê e ao invés disso, inseri um cronograma secreto”. Depois disso, como conseguiu, honestamente?
Eu estava de bom humor o tempo todo. Especialmente durante a 04, nenhuma vez deixei o humor cair.

—- Apesar de ter sido uma tour longa, você conseguiu dominar sua tensão. Como?
Houve uma quantidade horrível de problemas durante a 02, mas na 04, não teve problema algum, como nenhum som saindo do baixo. Mas tiveram alguns problemas durante a última no Yoyogi (risada amarga). Mas bem, o publico provavelmente não notou. Se ninguém perceber, é uma vitória minha, não é?! (risos).

—- Em tais circunstancias, foi uma completa vitória.
É, nós superamos numa boa eu acho.

—- Além disso, você mencionou decisivamente antes, “eu quero apresentar o the GazettE de uma forma em que estádios e casas de shows sejam exatamente iguais”. Pessoalmente falando, você conseguiu atingir isso no final?
Sim, eu acredito que sim. Tecnicamente falando, casas de shows não podem ter a quantidade de iluminação e configurações de palco, por isso, não podemos executar tanto quanto em estádios, mas se você pensar nisso como um “the GazettE ao vivo”, eu acredito que nós conseguimos executá-lo da mesma forma.

—- Portanto, não em termos de desempenho, mas independentemente da situação ou ambiente, você conseguiu deixar uma impressão vívida.
Isso é, bem, algo que eu aprendi durante a turnê pela Europa. O fato de que nós conseguimos tocar como sempre fazemos tornou-se uma fonte de confiança.

—- Então, antes de que percebesse, grande parte da habilidade e potência da banda tornou-se algo inerente.
Sim. Mas é importante não se perder. Nós não estaremos em turnê por um tempo, afinal. Mas sim, nós passamos pela coisa toda. Eu acho que durante estes 71 shows, eu consegui me levar aos meus limites.

—- Falando nisso, na segunda parte, o som do baixo era realmente pesado, e nem um pouco abafado. Isso realmente deixou uma impressão; Então, qual era o seu plano para isso? [provavelmente estão falando sobre o encore]
Eu mudei meu amplificador desde a 03, então eu acho que teve algo a ver com isso. Ao invés de me sobressair, eu acho que só fiz isso para que eu não fosse dominado. Estou satisfeito nesta fase. Há mais coisas que eu quero tentar, por isso antes do próximo live quero investir nisso. Nós não teremos shows por um tempo, então não haverá muito tempo para experimentar.

—- Seja pelo seu senso crítico nesse aspecto, ou seu amor pelo baixo, isso tudo só se intensifica conforme a quantidade de músicas compostas e shows que vocês fazem aumentam. 
Ao invés de dizer que é porque eu amo o baixo, é porque eu sou um baixista. Esse sentimento está ficando mais forte. É tipo, “não pegue leve comigo”. (risos)

—- Afiado como de costume, hey (risos)
Mas sabe, além um baixista, eu não sou nada mais. Eu estou bem apenas tocando baixo, e isso é interessante o suficiente.

—- Você quer ser um baixista pra sempre?
Com certeza. Espiritualmente, eu serei enterrado com o baixo. (risos)

—- Como esperado (risos). O sentimento dançante da sua parte no encore, “Ride with the ROCKERS”, está cada vez mais cheio de espírito.
Nós costumávamos alterar a estrutura da música a cada show. Mas se isso acontece, fica difícil para o público entrar no clima (risos). Assim, com o objetivo de ser feito apenas pelo Kai-kun e eu, eu queria tirar a tensão do show, levando-os ao limite, e ir levando ainda mais, chamando os outros membros durante tudo isso. Então, é realmente para não confundir o público.

—- E independente dessa intenção ter sido alcançada, este senso de unidade recente não é nem um pouco meia-boca.
Sim, exato. Todos estão dando o seu melhor!

—- Como o time do ritmo, a sua combinação com Kai-san, mudou alguma coisa durante esta turnê?
Bem, só recentemente, foram utilizados retornos [aqueles de ouvido] para enfatizar apenas o kick da bateria. Mas é recente, para que os três sons, do kick, dos tambores e do prato mais alto possam ser ouvidos, temos até diminuído os tons. Eu sei que eu também quero puxar o ritmo, então é assim que nós mudamos, eu acho. De fato, foi realmente bom tentarmos isso.

—- E mesmo agora, parece que Reita-san realmente vem dando o ritmo, há algo que fez você fortalecer esse pensamento?
Por exemplo, nos movemos muito no palco, não?! Tipo, passar na frente do Aoi-san, ou na frente do Uruha, ou na frente do Ruki. Fazendo isso, o feedback de cada retorno é diferente. Mas quando eu tentei ouvir isso, eu pensei que apenas ouvir o kick não é suficiente. Então, a partir daí eu pensei, eu vou ficar preso ouvindo o kick para sempre (risos). Então, se o kick do Kai tiver algum problema, eu terei muito mais.Mas, sabe, eu fiz isso porque, no pior cenário, onde a bateria para, o ritmo ainda continuaria dentro de mim.

—- E quando você chegou a esse pensamento?
Eu acho que foi pelo início da 03.

—- Poderia ser que, se essa tour não fosse tão longa, você não teria pensado nisso?
Eu provavelmente não teria. Eu provavelmente teria ouvido apenas o kick pelo resto da minha vida.(risos)

—- Mesmo que você venha tocando baixo por um bom tempo, ou esteja com a banda por um bom tempo, ainda há coisas que você nota.
Ainda há muitas coisas que não sabemos. Provavelmente há coisas que nós nunca iremos notar a não ser que continuemos por mais 10 anos. E eu acho que há coisas que nós nunca vamos notar a não ser que continuemos por 20 anos. Há sempre algo pra aprender.

—- E como você vem conseguindo essas coisas, como o time do ritmo durante a tour, existem palavras que você gostaria de trocar com o Kai-san?
Para ser direto, onde pudermos ir, ou fazer, ou quando eu estiver fazendo um solo de baixo, por favor deixe-me aprender pouco a pouco. Você meio que parou de fazer isso durante a segunda metade. Honestamente, eu realmente não gosto de conversas sérias durante as tours (risos).

—- Você quer pegar pesado?
É. Tipo, eu quero pegar pesado, tipo levar com força total à coisa real. É por isso que com “Ride with the ROCKERS”, na verdade foi composta no penúltimo dia do Genepro, e eu passei ela uma ou duas vezes com Kai-kun antes da turnê começar (risos).

—- Você não tem medo de ser apenas meia-boca durante a parte séria?
Mas isso é uma coisa boa. Tipo, se um de nós confunde a composição e toca uma parte diferente, como o outro vai reagir – essa é a parte interessante. Eu realmente quero tentar fazer algo do nada, sem nenhum ensaio, mas isso é definitivamente assustador, então eu não estou pronto pra fazer agora. (risos). Mas eu quero fazer algum dia, sim.

—- Isso definitivamente é rock (risos). Mas o que quer que venha disso é interessante de uma forma desorganizada.
É por isso que eu queria que algo acontecesse desta vez (risos). Eu até joguei fora o baixo no meio do caminho também. Eu queria esse tipo de emoção, tipo , o que acontece se ele cai? [ele… quebra?! aheuheu]

—- Eu percebi no Yoyogi, mas acho que aqueles que sentiram a emoção eram os que estavam assistindo (risos).
Não é? (risos) Eu joguei logo que o Ruki desceu do palco. Eu fiz isso algumas vezes durante a tour, mas eu fiz todas as três vezes no Grand Finale. Claro, não é como se eu realmente quisesse derrubar, mas eu tinha a confiança de que eu não faria. Não tinha nada a ver com dúvidas como “e se quebrar?”, mas mais um sentimento de “apenas faça isso”. (risos)

—- Por que tão espontâneo (risos)
Eu queria fazer algo que pudesse desencadear uma reação quente. Mas quando eu pensei isso, eu caí normalmente e cortei minha testa durante o 03 em Yamagata (risos).

—- E foi nessa tour a primeira vez que você pensou dessa maneira?
É. A 03 foi a primeira vez que eu pensei nisso. Provavelmente porque eu queria destruir algo.

—- Como um garoto na puberdade (risos). Então eu acho que foi por conta do acúmulo de animação durante a tour.
Provavelmente foi isso, eu acho. É por isso que eu fiz um monte de bate-cabeça com o baixo. Pensei que seria legal como luta livre (risos). Mas, na verdade, produz muito sons bons. É como um sanduíche das cordas, meu pescoço, e minha testa. E com esse impacto, o som da queda baixo é outro bom som e eu gosto disso. Bem, sobre o pessoal da ESP (fabricante dos instrumentos), eu acho que eu vou levar uma caixa com bolo pra eles da próxima vez (risos).

—- Extremamente rock, mas ainda atencioso (risos). 
Sim, sim (risos). Mas de algum jeito, foi bom ter sido uma turnê que não nos fez pensar nas consequências. Mas, novamente, eu provavelmente só estou dizendo tudo isso porque terminou sem problemas (risos).

—- Bem, então, durante esta tour que o fez andar por aí durante um ano, qual foi a coisa número um que você aprendeu?
Eu acho que tem que ser um senso de responsabilidade. Como eu sei que tenho que levar as coisas, ou como não é tudo apenas sobre o ritmo, mas também sobre o humor. Tipo, Kai-kun não pode fisicamente se destacar na frente, certo? Mas quanto a mim, eu posso andar pela frente, e destacar o ritmo. Assim, durante esta turnê, cheguei a pensar que, como o baixista, eu tenho que levar o humor também.

—- E, nesse sentido, Reita-san provavelmente repintou a imagem pública dos baixistas sendo simples.
Não é que eu estou tentando ser um herói do baixo nem nada, mas eu quero ser um baixista que pode deixar o lugar de cabeça para baixo. Eu vou trabalhar duro para ser mais assim.

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