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Continuação da entrevista do Reita que postamos ontem, falando logo após o Grand Finale da turnê RCE.

Créditos:
Inglês: Toraniya@LJ
Pt-BR: Shizu @ MH


the GazettE in YOYOGI
Tour 2007 – 2008 Stacked Rubbish
GRAND FINALE [REPEATED COUNTLESS ERROR]

—- Primeiramente, “Stacked Rubbish” foi uma grande tour que levou mais ou menos um ano. Por favor, nos fale sobre seus sentimentos honestamente, tendo completado o Grand Finale.
Um sentimento de realização – que resume tudo. Não só porque a tour nos levou até o nosso 71º show, mas também porque nos somos o GazettE há anos. Tipo, “nós realmente chegamos até aqui”. Antes da turnê começar eu não tinha certeza sobre um monte de coisas, mas tudo desapareceu no momento em que aparecemos na frente de todo mundo durante o primeiro dia no Yuuki.
—- É um momento muito breve que acontece mesmo antes de fazer qualquer som (risos).
Sim, foi rápido (risos). Mas é realmente ótimo que nós começamos com um traço. Além disso, conseguimos manter esse ritmo durante toda a tour. É por isso que, em termos de sentimentos, estes permaneceram inalterados desde o primeiro até o 71º.

—- Pensando nisso, normalmente, por uma jornada tão longa, deve ser difícil manter a energia e motivação… Mas foi sempre assim?
Não, na verdade não. Na tour “Nameless Liberty.Six Guns…”, o sentimento intensificou aos poucos, por isso que também houve uma sensação de realização. Mas dessa vez, o sentimento de realização foi cumprido.
—- Na entrevista antes de sair na tour 01, Kai-san disse: “Será uma longa tour, mas eu só quero aproveitar”. Você conseguiu?
Isso é provavelmente algo que veio depois, mas sim, eu fui capaz de aproveitar, naturalmente.

—- Dizendo isso, existem coisas difíceis em ser o líder?
Acho que todo mundo tem diferentes maneiras de manter seus humores, então eu acho que foi difícil tentar encaixar tudo. Mas os membros me ajudaram na maior parte do tempo.
—- E isso é provavelmente verdade para os staffs também, é um longo período de tempo, e quando eles têm que trabalhar com algo tão grande como o Grand Finale, deve ter havido muitas ideias sendo dadas.
Isso é verdade. Mas os staffs são artistas também, então poder receber ideias como membros foi uma coisa boa. Não apenas ouvir e aceitar tudo o que dizemos, mas desenvolver mais ideias daquilo, nos dando conselhos… É um comportamento que não os torna diferentes dos membros. Era uma relação em que eles poderiam ver o que estava errado e brigar com a gente sobre aquilo.

—- Esse é o tipo ideal de relação, não é. Falando nisso, houve uma cena que realmente deixou uma impressão. Durante o primeiro dia no Yoyogi quando eu fiquei nos bastidores para a cobertura, pouco antes do show, Kai-san assumiu a liderança e reuniu todos na sala dos staffs e confirmou toda a programação. Vendo aquela cena, eu pensei, “este é um verdadeiro líder”.
Mas, falando sério, não é tão legal quanto você pensa que é (risos). As pessoas podem ver isso e “Oh, ele está realmente fazendo o seu melhor como o líder entre os membros e os funcionários”, mas eu não estava lá tentando desempenhar esse papel. Inesperadamente, eu estava fazendo isso por mim mesmo. Eu, pessoalmente, queria confirmar as coisas, então, naturalmente, se desenrolou assim. Então, de certa forma, eu estava provavelmente sendo egoísta e pensando em mim (risos). Mas no fim, beneficiou a todos, por isso suponho que foi bom. Nós fizemos aquela reunião em cada um dos 71 lives. Revisando a programação do dia com a equipe, e com todos os 5 membros presentes para a programação final.
—- Você não poderia ter um plano rústico pré-definido, feito para grandes tours, assim você poderia simplesmente entregá-lo e dizer: “Eu deixo o resto com você ~” ou algo parecido? (risos).
Isso não serviria (risos). Não é como se o desenrolar de todos os lives acontecessem da mesma maneira. Mas é porque temos estas reuniões que existem mais oportunidades para os outros membros falarem sobre as nossas ideias ou sentimentos com a equipe. Cada vez que acaba um live, temos uma sessão de esclarecimento adequada onde gostaríamos de refletir sobre o dia e seguir em frente. Em termos de resultados, eu acho que é muito bom.

—- Inclusive, eu vou perguntar isso de novo… Qual foi a razão para você decidir ser o líder?
Acho que foi porque eu queria unir todos. Eu também pensei que isso deveria ser feito. Pessoalmente, eu acho que é melhor que o baterista seja o líder. Porque eu já estou olhando todo mundo por trás, e é extremamente importante que o baterista seja o mais calmo e contido. Então, por isso, eu me ofereci. E justamente quando pensei que mais uma ou duas pessoas se ofereceriam, descobrimos que nenhum outro quis (risos). E isso foi o que aconteceu. Cada um dos membros tem o seu próprio ponto forte, e é aí que meu ponto forte está, eu acho. Eu quero ser a pessoa que impulsiona todos pelas costas.

—- E mesmo nesta tour, definitivamente houveram vezes que você ficou muito animado, mas você foi capaz de manter essa parte calma e contida de um baterista?
É, eu fui. Isso foi difícil de sua própria maneira. Em primeiro lugar, eu sou o único que começa uma música que já está tocando, por isso, se eu estragar tudo, o resto fica arruinado. Então, quando uma música chega ao fim, eu já tenho que começar a pensar na próxima música, e fui capaz de fazer isso.

—- Falando sobre a parte baterista em você, você conseguiu aumentar o som dos tambores e foi produzindo muitos sons encorpados.
É. Acreditando nas minhas habilidades, decidindo em tocar com as caixas, e eu tentei atingir um som de nível mais avançado. Afinar as caixas para um som mais cheio é um grande obstáculo, mas eu tinha a confiança necessária para conseguir desta vez.

—- Exagerando, apenas aquele som da caixa, acho que mudou as impressões sobre a banda.
Sim, eu acredito que a bateria seja importante. Se a bateria não soar legal, toda a banda fica  ruim; de qualquer forma é o que eu penso. E nesse sentido, eu me sinto responsável. Como o rosto por trás da banda.

—- No bom sentido, a rigidez da banda vem desse som (risos).
Mas sabe, eu realmente acho que é importante. Todas as fantásticas bandas de visual kei que vimos até agora têm algum tipo de imagem assustadora em alguém. E os fãs também, eu acho que eles sentem um pouco dessa aura perigosa nos shows. Então, eu acho bom que fomos capazes de transpirar esse tipo de aura perigosa no Yoyogi (risos).

—- Isso é verdade. Não em uma casa de shows, mas em um lugar tão grande é difícil conseguir essa aura, mas foi o que vocês fizeram (risos).
Eu sei, certo (risos). Como esperado, eu estava confiante de que o caminho em que nós acreditávamos não estava errado.

—- Se você pudesse ver num lugar tão grande, todo o clima teria sido mais como um show, afinal.
Nesse sentido, eu tinha absoluta confiança de que seríamos capazes de mostrar algo que superaria a visão. Era tipo, “Hey, olha isso!” (risos)

—- Isso foi uma vitória completa (risos). Havia um monte de coisas novas no álbum “STACKED RUBBISH”, isso proporcionou muitas dificuldades durante o live?
Na verdade, não. Pelo menos eu tinha uma forte consciência de que eu que estava guiando. Ao mesmo tempo, eu não estava pensando que eu iria acompanhar, mas mais tipo, acompanhar de perto os pontos de transição entre as músicas.

—- Na entrevista após o 01 no Budokan, você estava dizendo que “era difícil de se acostumar com os sons da banda e os intervalos”; você resolveu o problema?
Sim, esclareci completamente tudo isso. Eu estava claramente consciente de que eu sou o que lidera o ritmo. Nós nem sequer ouvimos mais as transições.

—- Kai-san não tem mais dúvidas agora, então.
Sim, todas as minhas dúvidas se foram. Eu não acho que poderia falar isso no passado.

—- É verdade, você costumava ter um ar mais suave antes, mas isso mudou, de um jeito bom. Até seu tom e seus comentários têm mais segurança (risos).
É bom saber disso (risos). Eu quero que eles sejam capazes de deixar comigo. Recentemente uma fã me disse que, “eu repintei a imagem de baterista dentro de mim”.

—- Kai-san parece delicado, mas é capaz de produzir sons tão completos na bateria, e pode tocar em lives que duram cerca de três horas e meia, sem diminuir a qualidade, afinal. E não é apenas o poder em tocar, mas ao mesmo tempo você tem uma expressão tão delicada. Isso é uma característica distinta do Kai-san.
Na verdade o que importa é que eu ainda tenho um longo caminho a percorrer. Para ser extremo, em diferentes músicas, eu quero ser capaz de mudar o meu estilo de tocar tanto que pareça que outra pessoa está na bateria. Mas, considerando quem eu sou agora, eu tenho a confiança para fazer isso.

—- Falando nisso, como parte do time do ritmo, houve alguma mudança no seu relacionamento com Reita-san?
De um jeito bom, não. O estilo do cara é realmente fácil de prever, então posso fazer meu trabalho com segurança. Nesse sentido, ele é extremamente confiável. Em músicas como “Ride with the Rockers”, eu  penso que virá com uma parte, e ele faz exatamente isso. Mas que a previsibilidade dele é extremamente vital para a banda.

—- De acordo com Reita-san, ele estava dizendo que “Durante essa turnê, eu também senti uma forte consciência de que eu também deveria trazer o ritmo”; O Kai-san se sente da mesma maneira?
Sim, diante dessa atmosfera, eu acho que uma parte de mim entendeu isso. Daqui pra frente, se pudermos combinar nossas consciências e levá-las a novas alturas, seríamos o mais forte ponto de partida, eu acho. Eu acho que quero que as pessoas digam “o time do ritmo do the GazettE é incrível”.

—- Bem, você não é nem um pouco meia-boca nisso, então não há nada com o que se preocupar! Pelo olhar de um líder, que mudanças houveram na unidade da banda e no senso de identificação?
Bem, acho que não vamos “parecer”, mas mais tipo “OLHA AQUI” (risos). Digamos que alguém não saiba sobre o the GazettE, eu acredito que nós ganhamos a confiança necessária para fazer essa pessoa pensar que é um desperdício não conhecer uma banda tão legal como nós.

—- Vocês sempre foram uma banda muito afiada, mas vocês se tornaram uma banda que está firme na sua convicção. Bem, então, para Kai-san, o que você ganhou durante esta tour?
Foi essa confiança. Eu acho que realmente faz a diferença quando eu tenho confiança e quando não tenho. Eu não seria capaz de aguentar estar numa banda por cinco anos de outra forma. No passado, eu priorizava o nome do GazettE, e houve momentos em que senti que eu não poderia seguir com minhas habilidades, ou confiança, ou mesmo emoções. Mas isso tem tomado um rumo óbvio. Porque há o orgulho de estar carregando o nome do GazettE. Nesse sentido, foi a turnê.

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