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Trazendo uma entrevista curta, porém bastante interessante!
Apesar da revista ser de 2011, a entrevista foi feita no começo de dezembro de 2010.

Créditos:
Inglês: julymeteor
PT-BR: Mari @ MH


The Gazette, uma banda de 5 membros, está dando boas-vindas ao 9º ano desde a formação da banda. No reino das bandas Visual Kei, suas músicas e apresentações ao vivo tem estado no topo da lista. Em julho deste ano, a banda lançou seu novo single [Shiver] que foi listado no 2º lugar no ranking da Oricon, ganhando o título de banda Visual Kei mais ‘influente’. Na verdade, a música que eles criam nunca falhou em mostrar sua imagem Visual Kei. Sendo assim, dessa vez iremos entrevistar Ruki, o vocalista, que participou da criação das capas dos encartes dos CDs e esperamos saber o que há de especial em cada encarte. Fora isso, depois do lançamento da balada de amor [Pledge], the GazettE terá seu show no Tokyo Dome no dia 26 de dezembro, e agora, vamos prosseguir com a entrevista com Ruki!

Depois de ver as fotos da seção de hoje, eu fiquei bastante impressionado com a percepção dos membros em relação ao “Visual Kei”. Esse tipo de consciência rara de se ver em artistas homens, no meu ponto de vista.

R: Ah, é? Talvez isso seja parte da peculiaridade do Visual Kei?

Quando a banda foi formada em 2002, havia uma forte sensação da banda ser individualista, não é?

R: Sim, isso é verdade. Afinal, gostaríamos de ter boas memórias em todas as vezes. O que é meio normal, não é? (risos)

Entretando até agora, todos os encartes dos CDs que foram lançados foram criados pelo Ruki-san. Foi com isso que você já tinha planejado contribuir desde o começo?

R: Sim. Uma coisa para a qual eu sempre estive ansioso quando um CD ia ser lançado era seu encarte. Isso é realmente importante. Quando criamos um trabalho, vai até o tipo de embalagem do CD.

Até agora, todos os encartes que foram criados estavam cheios de expressões contestadas e sem fim.

R: Quando nos reunimos com o DA (diretor de Arte), há muitas idéias. Nós tentamos trazer à tona todas as idéias que estão flutuando em minha mente. É parecido com pichação, de algum modo. Todas as idéias estão brigando dentro de minha mente antes de encontrar o DA. Assim, o modo de arrumar essas idéias é que é chato.

É possível para Ruki-san nos explicar alguns dos temas abstratos e vistos dos trabalhos?

R: Oh, para nós, toda vez que lançamos um CD, teremos uma versão Optical Impression (limitada) e uma Auditory Impression (normal). E o mesmo com os encartes, acabamos tendo 2 ou 3 versões. Por exemplo, em 2006, o single [Regret] tem uma expressão ‘Ying e Yang’. Tem uma pessoa com uma expressão facial normal chorando. Em 2007, no album [STACKED RUBBISH] é uma foto de um local em ruínas que encontramos na internet. Quando encontramos uma foto que se encaixa na expressão do tema, nós a pegamos emprestada. Em 2008, o single [Guren] era uma música que tinha o tema ao redor de ‘mãe e filho’. É uma música em que a criança morta queima o carrinho de bebê que usou um dia. Assim, foi daí que tiramos as idéias para o encarte do CD. O single [LEECH] tem uma borda redonda em sua embalagem. Esse design não era encontrado frequentemente nas criações do Japão. Mais do que focar no visual, os materiais usados e suas formas também são levados em consideração toda vez que um encarte é criado. Para [Distress and Coma], há uma forte imagem da queda da fidelidade. O modelo em [Before I Decay] também foi feito para expressar a imagem de fidelidade. Então, o encarte do CD consiste em fotos tiradas uma por uma e então colocadas juntas. Para o album [DIM], tivemos a empresa que produziu “ALWAYS sanchoume no yuuhi” para criarmos juntos. Talvez seja difícil de ver do CG completo, mas na verdade, as fotos foram tiradas no interior de uma montanha, com uma caixa sendo alocada lá e dentro estava o modelo. Foram levadas 5 câmeras para tirar foto disso. Bem, é claro que tem photoshop na imagem. Depois disso, a mesma empresa também participou na construção do VJ do nosso show etc. Foi um tanto interessante.

Os 2 singles, [Shiver] e [RED], tem uma imagem mais forte, não é?

R: Oh, é legal que encaixou com o momento em que mudamos para uma nova gravadora. Também, a expressão do single também muda. O DA sugeriu usarmos figuras com maior impacto. Foi por isso que em nosso single [PLEDGE], decidimos criar 3 padrões diferentes. Para mostrar cuidadosamente a idéia de envelhecimento em uma das capas, os artistas de cabelo e maquiagem derreteram acrílico e derramaram, para criar tais sensações.

Foi uma ideia tão criativa! Entretanto, não houve nem uma foto sequer de nenhum dos membros no single. Ficaria muito comum?

R: Talvez essa seja uma de nossas visões desde o período Indie, que não haja necessidade de colocarmos nossas fotos.

Para Ruki-san, de onde você tirou todas as idéias?

R: Mais do que pegar idéias de outras coisas, é melhor usarmos nossa própria criatividade. No que se trata de fazer os designs e reuniões, todas as idéias irão, eventualmente, fluir. Quando eu estava no primário, meu irmão gostava de uma banda de metal estrangeira e o encarte do CD daquela banda realmente deixou uma grande marca em minha memória.

Pra você, quando está produzindo os encartes dos CD’s, que tipo de atitude você tem?

R: A imagem visual do encarte e a música não deveriam ter muita diferença. Até para os PV’s, é a mesma coisa. Quando ouvimos a trilha Sonora, é importante que eles não sejam muito diferentes. Sendo assim, isso é o que importa para mim.

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