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Entrevista de agosto de 2015 sobre as músicas do álbum DOGMA e alguns comentários sobre shows no exterior.

Créditos:
Inglês: Nameless-Kai@tumblr
Pt-Br: Shizu @ MH


A busca da forma ideal do original the GazettE
Todos nós tínhamos sentimentos complicados sobre a palavra DOGMA, certo?!

– Este ano no live do Budokan em 10.3., vocês colocaram 13 degraus como um símbolo no meio do palco, e quando o show terminou vocês mostraram um incremento que a impregnou de símbolos “escuros” e “DOGMA” (a palavra japonesa), mas quando foi que o conceito de “DOGMA” surgiu?

Ruki: 2014 foi o ano em que fizemos as tours de “redefinição”, mas nós fizemos músicas do álbum paralelo a elas.

Kai: A primeira vez que mostramos as músicas foi por volta de junho, não foi? No início, fomos fazendo músicas sem pensar num tema, depois que ouvimos essas músicas, pensamos em decidir (um tema), que foi o estilo que fizemos. Mas neste momento “OMINOUS” já estava lá, não estava?!

– Eu pude sentir o típico caos do GazettE na palavra “OMINOUS” através dos sons lentos e, certamente, quando vocês juntaram o álbum e o terminaram, essa música era adequada, certo? Isso significa que o tema do álbum foi resolvido em passos rápidos, certo?

Ruki: Não, não, nós fizemos isso muitas vezes, as reuniões para escolher as músicas. Não fizemos umas 4 ou 5 vezes?!

Kai: Mas na primeira escolha das músicas, Ruki falou sobre um plano para a capa do CD e 教義(=Dogma) e queria fazer um álbum neste estilo. Neste momento, ainda não sabíamos o que era “DOGMA = 教義”. Fora isso, todos tínhamos sentimentos complicados sobre a palavra DOGMA, certo?!

Aoi: De qualquer forma, não podíamos ver nosso “DOGMA”, então até que pudéssemos ver isso claramente, nós de alguma forma não conseguíamos progredir.

Ruki: Depois que a música “DOGMA” surgiu, pudemos sentir que tudo se tornou sólido de uma só vez, certo? Depois que entramos neste ano (2015), sem parar tudo se tornou sólido. Sozinho, isso tornou-se conceitual.

Uruha: A primeira vez que começamos as músicas, elas eram tipo o oposto do conceito que temos agora. O que eu acho agora, é que não podíamos fazer músicas conceituais naquele momento, porque queríamos fazer músicas como uma extensão do último álbum “BEAUTIFUL DEFORMITY”.

Reita: Até agora eu tenho a sensação de que fizemos um álbum “Eu quero fazer um show assim”, “Eu quero mostrar esse ponto de vista” ou “Eu quero tocar essas músicas num live”, mas dessa vez é um pouco diferente. “The GazettE tem de ser assim”, nós queríamos seguir algo parecido.

Aoi: Desta vez, é apenas “vamos fazer o the GazettE!”. Mas por causa disso também há coisas que não sabíamos. Porque estamos no GazettE há mais de 10 anos agora, o que é típico pra nós? Mesmo se pensarmos isso, pelo contrário, especialmente porque somos nós é que não sabemos, certo? Mas nós conversarmos sobre fazer isso “vamos fazer o the GazettE” = “DOGMA” como uma interpretação (para nós) é bom. Quando ouvimos estas palavras, fazer as músicas se tornou mais fácil, certo?

Ruki: É. Enquanto seguimos por este fluxo, como sempre, pensamos se deveríamos deixar os sons mecânicos de fora. Porque queríamos ir na direção oposta de “BEAUTIFUL DEFORMITY”.

– Na direção oposta daquela época, certo?

Uruha: É. Depois que pudemos ver o tema concreto do DOGMA, o nosso jeito de fazer música também mudou. A música instrumental que está conectada ao “DOGMA” é “NIHIL”. Depois de cada música pronta, finalmente, como uma introdução “DOGMA” foi feita. Neste álbum também queríamos colocar sons digitais sem que parecesse incompatível. Nos nossos primeiros dias, mesmo querendo adotar diferentes gêneros para nós mesmos, tivemos a sensação de que conseguimos, mas desta vez não é assim, os elementos da religião e também de metal no contexto do DOGMA são condições determinadas adequadamente do que o GazettE é e fomos capazes conectá-los, eu acho.

– Neste trabalho, qual música é pessoalmente para vocês a música que mais pronuncia o the GazettE?

Reita: Pessoalmente, eu acho que as músicas que sinto mais familiares com o the GazettE são “BLEMISH”, ou “INCUBUS”. INCUBUS talvez por ser também a mais melodiosa.

– Eu achei que “DAWN“ é também bem típica para o the GazettE. O refrão, por exemplo.

Aoi: Eu gosto desses tipos de refrão. Eu acho que é típico do GazettE, de fato.

Reita: O carrosel vermelho brilhante florescendo, é de fato bem típico do the GazettE (risos).

– A melodia ou a combinação das notas, certo? Realmente como o GazettE.

Kai: A primeira vez que ouvi “DAWN“ a melodia mesmo pareceu muito nostálgica! É uma melodia como o som do começo do the GazettE.

Reita: Porque as letras também são escritas sobre nós mesmos, realmente sentimos empatia. Afinal, toda a força do início era raiva. A sensação da música e também a letra realmente tem a cara do the GazettE.

Uruha: Por que dessa vez, Ruki trouxe com ele músicas em que você pode sentir o típico GazettE. Pessoalmente, nós queríamos criar um GazettE que não era assim antes, então conseguimos fazer músicas como estas. Uma música que tem um sentimento distorcido, “DERACINE”, por exemplo. É uma música que dá um sentimento emotivo.

Aoi: Geralmente nós vemos “fazer músicas” de ângulos diferentes, me pergunto se é o mesmo. É claro que, enquanto estamos conscientes do lado típico da banda, há também um sentimento um pouco torcido sobre o GazettE. Uma música como “WASTELAND”, que não fazemos com frequência, eu arrisquei e procurei fazer (uma música como esta). Esta música tem a minha sensibilidade e é a mais “DOGMA”, eu acho. Eu percebi isso quando fizemos essa música.

– “WASTELAND” carrega uma grande quantidade de religião, certo? Pessoalmente, acho que essa música é realmente como as músicas que Aoi geralmente faz.

Ruki: Eu pensei isso também, que “WASTELAND” é uma canção típica do Aoi. Eu adicionei o título depois, mas caiu bem e ganhou uma sensação boa.

Aoi: Sim, certo? Mas por mim, eu acho que “GRUDGE” é mais típica de mim. “GRUDGE” também é mais rápida, certo? Ela também me dá uma sensação muito boa.

– A impressão desenhada de “GRUDGE” é de uma queda no escuro, e de fato parece uma melodia que o Aoi gosta, certo?

Ruki: É. Mas desta vez, é porque Aoi (ele usa san) e Uruha (sem san lol) fizeram apenas músicas cheias de paixão.

Aoi: Se você perguntar o porquê disto, é por causa das músicas que o RUKI fez (risos). Mas por isso, eu e Uruha também, tivemos que mudar nossas mentes completamente e, especialmente, por causa do tema do DOGMA este tipo de canções foram trazidas à vida.

– Entendo. Pessoalmente eu tive a impressão de DOGMA por conta de “NIHIL”, “DERACINE”, “WASTELAND”, e “OMINOUS”, Fiquei surpreso no início quando ouvi que “OMINOUS” foi a primeira música que surgiu. Este mundo foi criado tão cedo.

Ruki: Tive a sensação de que toda a imagem do álbum se solidificou gradativamente, mas dentro de mim, no momento em que fizemos “OMINOUS”, quando escrevi, eu olhei para uma imagem concreta, a capa do CD por exemplo, e por isso a minha visão tornou-se firmemente sólida.

– Entendo. Mas neste trabalho, em questão de habilidades, vocês realmente nos deixaram sentir sua evolução! A bateria em “RAGE” por exemplo, se não fosse Kai, ninguém seria capaz de tocar (bateria) assim!

Kai: Não, não, quando eu ouvi a demo, pela primeira vez, eu me espantei (lol). Mas qual é a religião do GazettE? Se você pensar sobre isso, a intensidade é uma parte muito importante. Porque não transmitimos isso apenas com “DOGMA”, estamos conectados com “RAGE” e por isso teve um fim muito bom, certo?

Entrevista sobre o Exterior

Há pessoas que estão vindo de novo e de novo, não importa onde você faça um show.

– É. No entanto, porque o GazettE está fazendo lives no exterior também, quero saber, com que frequência o exterior tem se tornado um tema? Em primeiro lugar, qual é o significado dos shows no exterior?

Aoi: Especialmente, por que nós queremos fazer um show, ou porque não queremos fazer um show, nós não pensamos coisas assim, mas quando há pessoas que estão vindo de novo e de novo, eu acho que eu quero ir a qualquer lugar fazer um show. Assim, mesmo do exterior (há pessoas) que vêm de novo e de novo, não temos uma razão para não ir (para o exterior), certo? Me pergunto se é difícil transmitir o significado, porque temos muitas letras em japonês. Mas, como ouvimos músicas ocidentais, porque gostamos, vamos continuar certo? Então eu não acho que é um grande problema. Portanto para que eles gostem tanto de nós, e estejam vindo de novo e de novo, se for possível eu quero ir (pro exterior) o tempo todo.

– Eu acho que o equipamento que vocês podem levar para o exterior é limitado, no Japão não é como se você não pudesse levar algo com você eu acho, então há algo que é estressante?

Uruha: Absolutamente não é o mesmo ambiente que no Japão, e o desempenho também não pode ser exatamente o mesmo no exterior, mas no lugar que estamos agora, podemos fazer um show neste ambiente na medida em que reproduzimos (as músicas eu acho), então neste ponto não sentimos estresse.

Kai: Sobre a bateria, muitas vezes você tem que alugar a bateria do lugar, então há casos em que te dão uma bateria diferente da que você pediu. No começo isso significava estresse para mim, mas, ultimamente, eu me acostumei a apenas aceitar. É porque minha mente mudou para: se estamos aqui, nós podemos fazer o live. E tenho a sensação de que o nosso lado mental ficou mais forte também.

Uruha: No começo, ir para o exterior, significava que não poderíamos ver nada além de fazer o show com um bom humor. Mas tivemos que aos poucos entender que o humor é diferente em cada lugar, então nós começamos a olhar para a frente para os diferentes pontos de vista que seríamos capazes de ver. Parte do bom humor é também porque o nosso espírito mudou, certo?

– Nas tours no exterior há partes boas e partes ruins, certo?

Reita: Um show é, por qualquer razão que estejamos fazendo isso, divertimento certo? Se o ambiente está pronto e se temos tempo para fazer um ensaio, não há absolutamente nenhum problema com o ambiente! Mas o que é difícil, é toda a movimentação.
– Porque leva muito tempo, certo. Com o mínimo de staff?

Reita: É isso, certo. O técnico de iluminação sempre vem com a gente, mas o staff dos lugares sempre ajudam muito se nós pedimos ajuda também. Mais do que isso, afinal, se uma dessas 5 pessoas não está funcionando corretamente, então nada funciona, se estas 5 não pensarem em fazer o GazettE funcionar, então não vai funcionar, isso é o que eu penso sempre. Para fazer um bom show, com o mínimo de staff, então temos que aumentar a produção juntos, certo? Como Aoi disse antes, porque há pessoas que vêm para nós várias vezes, nós queremos ir em todos os lugares. Mas, se estivermos fora, queremos voltar para casa novamente muito rápido (risos). Eu acho que seria ótimo se pudéssemos fazer ativamente shows no exterior daqui em diante, também.

– Dos lugares que foram até agora, qual deixou uma impressão ou qual live deixou uma impressão?

Ruki: Brasil eu acho? O lugar que parecia uma favela… Onde era mesmo?

Aoi: Chile, certo.

Ruki: Chile? Era um lugar um pouco como uma prisão. Porque no Japão não há mesmo lugares como aquele. Neste lugar eu estava no palco todo arrumado, e me senti um pouco fora de lugar, mas foi muito divertido (risos). Por outro lado, tivemos orgulho (de estar lá daquele jeito, eu acho)

– Entendi. Como são os fãs no exterior?

Ruki: Eles são animados, mas de alguma forma eles não conseguem manter (a animação) o tempo todo. O calor esfria facilmente, eu acho? Eu pensei nisso assim. Além disso, para deixá-los mais confortáveis, nós provavelmente teremos que ir pro exterior mais vezes. Mas porque não somos capazes de nos deslocarmos da mesma maneira como fazemos no Japão, há coisas irritantes. Então, neste e o próximo ano serão apenas sobre o Japão com a religião do GazettE, então por favor venham para nós.

Notas sobre frases individuais

1 NIHIL “Porque os elementos digitais e elétricos foram adequados neste trabalho, se possível queríamos estas peças incluídas na música que fizemos. (Uruha)

2 DOGMA “Escala em estilo gótico, se nós fizéssemos com instrumentos asiáticos, como seria? Neste caso, nós queríamos fazer uma música onde até o final, não houvesse refrão. Esse é o tema. As letras são preenchidas como queremos. (Ruki)

3 RAGE “A composição musical é realmente interessante, devido a sensação de velocidade, assim como não é um ritmo que naturalmente procede. “ (Kai) “A letra é próxima de DOGMA, mas é um pouco mais próxima de raiva. A parte do som que parece um sutra é uma característica desta canção. “ (Ruki)

4 DAWN “Com a velocidade que é mantida, ela ataca no refrão, mas esse refrão suave, este desequilíbrio é realmente interessante, eu acho. “ (Reita) “Nesta eu canto sobre o que levou a esta canção e sobre (o tempo) até o Budokan no dia 10.3 “. (Ruki)

5 DERACINE “Originalmente esta música teve o título de “SORROW”, e é uma música que tem uma cor triste. Eu me perguntava como fazer expressões simples crescerem e encarar isso nessa música.“ (Uruha) “Nas letras eu penso sobre uma pessoa que joga o lugar ao que ela pertence pra longe.“ (Ruki)

6 BIZARRE Porque nós incluímos uma melodia de Uruha batendo de leve em sua guitarra, fomos capazes de fazer uma música onde você podia sentir os princípios da banda. A canção é sobre o que eu penso de crimes juvenis”(Ruki) (que foi tema discutido no ano passado aqui no Japão)

7 WASTELAND Eu tentei fazer uma música sobre as coisas que você não mostra muitas vezes para outras pessoas, eu tentei fazer a parte rancorosa de alguém em uma melodia..“ (Aoi) “A letra é sobre a internet que julga como se fosse lei” (Ruki)

8 INCUBUS Porque era uma música sem um refrão no início, eu pensei que seria uma melodia agitada, mas surpreendentemente se tornou uma música com uma sensação refrescante.“ (Kai) “Eu escrevi essa letra sobre uma mulher, que sofre de um trauma do passado “ (Ruki)

9 LUCY Porque é um álbum conceitual, eu acho que uma música agitada como essa é essencial. A letra é sobre termos que fazer o inferno com as nossas próprias mãos, e que há uns caras por aí que estão deslumbrados por dinheiro. (Ruki)

10 GRUDGE Nós fizemos essa música com a intenção, que seria bom se houvesse uma canção que você tem que ouvir constantemente. É uma música eu queria que vocês ouvissem pela nuance do som..“ (Aoi) “Recentemente, eu vi o filme “Garota Exemplar“, por isso a letra foi influenciada por ele, eu acho.“ (Ruki)

11 PARALYSIS “Nosso objetivo para uma música onde a intensidade permanece até o fim e tocar guitarra chegasse ao limite.“ (Uruha) “A letra é sobre alguém, que está apelando à coisas ruins para satisfazer seus desejos.“(Ruki)

12 DEUX “As letras mostram uma personalidade dividida. De repente, um momento onde você pensa algo como “estou mergulhando em…” está escrito. Como uma música, fizemos com nossas imagens de como nós faríamos um single. “(Ruki)

13 BLEMISH “É uma música que tinha um refrão com uma melodia firme desde a primeira reunião para escolher as músicas, mas quando consideramos o fluxo de todo o álbum, Ruki a refez e assim, consequentemente, foi a canção que foi concluída por último.”(Kai) “As letras são sobre nossa ‘parte que falta’.” (Ruki)

14 OMINOUS Eu pensei sobre mostrar algo como um mundo em um espaço diferente e foi a canção que nós imaginamos, desde o início ao fim. As letras incluem o significado de SINISTRO e todos os seus assuntos, e é como um posfácio.”(Ruki)

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