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No encarte do álbum DOGMA, vieram os comentários dos integrantes sobre cada uma das músicas, para podermos entender melhor as letras e suas melodias, e como cada uma delas tem sua posição específica dentro do fluxo do álbum.

Créditos:
Inglês: Chandelier Rhythm
Pt-Br: Mari @ MH

Comentários entre ( ) são da tradutora do inglês
Comentários entre [ ] são meus.

Em muitos pontos me parece que a tradutora do inglês ficou confusa com o que os integrantes quiseram dizer e etc, mas eu tentei deixar o mais claro possível a imagem que eles tentaram passar. Infelizmente, eles são muito confusos mesmo haha.


DOGMA

Ruki: Esta é onde a situação atual do the GazettE é mostrada. E assim, com esta música, é uma atitude que está nos influindo. A música título, mais do que tudo, fortemente nos leva a esta auto-reflexão. Ao mesmo tempo fomos capazes de incluir uma contradição a sua origem.

Uruha: O modo como nos decidimos pelo conceito do álbum… Nós imaginamos a vontade de sair em turnê com uma perspectiva mundial inclusa. Essa imagem é mostrada nessa canção. Em outras palavras, a partir de agora, a origem do fluxo de tempo também está presente. Para dizer que não temos medo de enganos, é difícil de desejar por isso até certo ponto, é isso que essa música provavelmente é. Pelo menos, o que eu acho que ela é.

Aoi: Dogma é um dogma. Não consigo expressar de outro modo. A partir do momento em que ouvi a melodia original pela primeira vez, eu achei que esse título realmente combinava com a música. A palavra “Dogma” surgiu. Discutimos sobre o significado da palavra e foi um instante tocante onde a imagem mais pesada foi essa música. Sem a presença dessa canção, o álbum passaria uma sensação totalmente diferente. Sua existência é essencial.

Reita: A Dogma vai de 0 a 100 ao mesmo tempo. Então acho que essa música é a melodia principal. Quando colocamos todas as músicas junto, Dogma é a que realmente se destaca. E ao mesmo tempo, a música tem um espírito que é importante para tudo. (NT: Ele provavelmente está tentando dizer o mesmo que o Aoi, que todo o álbum depende da presença desta música).

Kai: Desde o começo, falando simplificadamente, é como estar de pé com uma porta em frente aos seus olhos. Algo que é realmente profundo, mas que não se abrirá facilmente sozinha. Há uma imagem poderosa da porta abrindo conforme o som aumenta. Naturalmente, a porta não se abrirá a não ser que experimentemos a sensação de usar nossas mãos para empurrá-la. Fundamentalmente, você tem que desejar e ter convicção. Não basta tentar e completar algo indo pelo caminho mais longo. Está aqui com a contradição, estamos incessantemente encarando portas… Eu acredito que a força de nossas experiências abrem as portas para nós.

RAGE

Ruki: Fúria. Essa música está fortemente preenchida de sentimentos de raiva. DOGMA é um álbum abundante em emoções humanas contrastantes. Felicidade e Alegria não são nada além de partículas, mas ainda assim não há vida que tenha apenas raiva ou tristeza. O the GazettE no presente surgiu de uma profunda reflexão de nossos sentimentos de 2014-2015. Sentimentos de “é assim que o the GazettE deveria ser” estão amontoados. Isto é, essa música também tem algo de dogma.

Uruha: No geral, essa música se destaca no álbum como violenta, mais do que as outras. Está numa posição adequada. Com a introdução em mente, há uma sensação como “essa com certeza será escolhida para a setlist do show”. Foi isso que pensei quando colocamos a música em seu lugar. A chave se tornou aumentar a velocidade com uma força explosiva. O significado da música é muito leve, então sua colocação (como segunda música) é necessária para a moldagem do álbum.

Aoi: Este título representa a raiva. Termina com uma simples palavra, mas eu provavelmente estou pensando nisso de forma muito simples. A música parece como se não tivesse sustância suficiente. Nos últimos anos, a qualidade de nossas demos aumentaram, então haviam muitas coisas sobre a composição em si naquele momento que eu não queria mudar. A imagem da música é algo que criamos desde o começo.

Reita: Essa é uma música que precisava ser colocada em segundo. Nosso desejo para a segunda música era ter algo como uma explosão, algo com uma energia imprudente. Até a letra de Ruki é apaixonada e cheia de raiva, mas também é compreensiva do fundo do coração dele.

Kai: Diante da pesada porta aberta, há uma violenta explosão de um ataque especial na entrada. O chão aqui parece estar no lugar, onde a natureza da música é que a porta se abriu completamente. Do mesmo modo, a abertura de nosso show explode com esta canção e dessa forma, tudo começa a seguir um fluxo agradável.

DAWN

Ruki: Em 2014, fizemos uma turnê com o tema de redefinição. Foi aí que nos demos conta das coisas… e que deveríamos reformar nossas crenças. O significado dessa música demonstra essas fortes reflexões internas que tivemos. O show do 13º aniversário no Budoukan é onde acho que exibimos essa tal chamada mudança. Intuitivamente, foi aí que as peças se empilharam.

Uruha: Essa é outra música violenta. Começa com uma progressão violenta como “até a terceira música essa coisa ainda não vai se acalmar”. Ou talvez fosse melhor dizer que indica nossas intenções. Anteriormente, eu não pensava sobre como seria colocada a ordem das músicas, mas dessa vez tem um significado para essa ordem. Na minha opinião, ouvir nada além de músicas violentas a partir do momento que a cortina se levanta podia ser cansativo. Mas ao contrário, eu me livrei dessa concepção pelo modo como as coisas fluem.

Aoi: Mais uma música com a imagem de dogma. A Dawn compete com a música título porque é simbólica, mas eu não me importei que a Dogma acabou se tornando a música principal. Eu acho que eu provavelmente concordo com isso. É só que a composição da Dawn tem um caráter intenso.

Reita: Essa música tem o gancho mais forte sobre todas as outras. De repente, o álbum de abre mum espaço realmente largo. Até agora as músicas não eram típicas do the Gazette e é como “Você consegue imaginar este gancho desde o começo?”. O significado é inovador.

Kai: Pra mim, essa música no DOGMA, tem as coisas que foram se acumulando. Essa canção é fundamentalmente diferente em comparação, por causa do ritmo mais rápido, ou é o que chamaríamos de superior (upper). Começa com uma imagem de uma coisa pesada fazendo pressão. Passa a sensação de seu eu anterior perseguindo um certo tipo de escuridão.

DERACINE

Ruki: Grama desenraizada (Deracine significa algo como “arrancado de seu ambiente natural”). Não é o bastante puxar a raiz para fora, mas no caso de um relacionamento, eu quero arrancar essa raiz de dentro de mim. Eu acho que às vezes isso é a vida real. É um caso onde eu mesmo estou crescendo e a outra parte não vai mudar. Aquilo foi há muito tempo. Eu quero esquecer minha origem, mas sou forçado a pensar sobre aquelas coisas.

Uruha: No que se refere a estar no álbum, essa composição tem algumas partes lentas. No começo fala das ondas de mudança. É difícil descrever a sensação, mas em alguns aspectos tem uma sensação inumada (de frieza) que a destaca.

Aoi: Na linguagem do dogma, essa música passa uma imagem de ser inumana e sem sentimentos. Na realidade, porque ali em algum lugar tem uma implicação religiosa… naturalmente, também tem que ter um tipo de coisa não-humana, sem sentimentos para acompanhar. Essa música para mim tem esta imagem sendo excessivamente próxima da vida num dogma. A partir daqui é como se pudéssemos cavar para dentro deste mundo.

Reita: Enquanto gravávamos o álbum, tinha unicamente uma imagem transparente. Ao mesmo tempo, eu acho que essa música tem uma sensação atmosférica como poucas. Os tons baixos ecoantes são agradáveis de tocar, então tem esse tipo de resposta.

Kai: Essa música aparece logo antes do meio do álbum e parece ter um tipo diferente de impacto, não é? Primeiro você imagina que é uma música com um sentimento interior nela, mas então os vocais entram e naquele momento aumenta o alcance. Eu acho que não tivemos essa nuance até agora.

BIZARRE

Ruki: A letra é apresentada sobre um eixo que para mim a torna sobre o tal chamado crime juvenil. Falando sem medo de confusões, o modo como as atuais leis do Japão para crimes juvenis são julgadas…. Eu acho obscuro dizer “Não está errado?”. Que tipo de jugamento é decidido com regras num manual, quando na realidade, o peso de um crime é imensurável?

Uruha: Essa música tem uma melodia realmente destacada e uma qualidade robótica. De todo o álbum, essa parte provavelmente passa uma impressão um pouco monótona, mas através do título, uma sensação estranha aparece…Essa sensação deveria descrever uma música que é totalmente golpeada com um elemento de loucura, e eu acho, com um elemento complicado também.

Aoi: Uma música com uma frieza flutuante (?). Mas é difícil de explicar “frio/inumano” em palavras. Entretanto, essa canção para o DOGMA é realmente a peça crucial do quebra-cabeça. Eu acho que a vida do conceito nasce a partir daqui.

Reita: Essa música passa uma impressão de frieza. Para o música, a música se atreve a dar uma explicação clara enquanto mantém em mente que é totalmente impossível apagar todos os traços humanos. Há um mundo extremamente seco. Estamos nos aproximando de algo assim.

Kai: Completa com o gerador de tons, poderíamos dizer que essa música nos leva a uma escada. Nos termos do álbum, como essa música poderia não ser vista como a número um do show. A canção vai em direção a um apelo violento e então muda completamente numa direção obscura… Tem um significado com dois extremos, curiosamente, duas personalidades distintas que se balanceiam. Então quando incluímos essa música na setlist do show, poderia ser tanto a primeira como a última, dependendo do jeito que seremos capazes de ouvir.

WASTELAND

Ruki: Hoje em dia qualquer um pode usar a internet para julgar, mesmo políticos, e o modo como é usado é simbólico para a nação. Nessa era, pessoas comuns estão usando-a para esmagar casualmente os outros. Ao mesmo tempo, aqueles que encaram isso começam a ficar com medo. Esse é o mundo que nós vivemos e eu quero ser capaz de ver o fim disso.

Uruha: Continuando com as músicas violentas, é aqui que essa sensação cai um pouco. Enfim há uma música com um sentimento etéreo e também uma sensação a que chegamos. Até agora o tom da composição e dos arranjos tiveram a tendência de parecerem amontoados. Entretanto, no caso dessa canção, sua existência carrega uma escuridão interior, como o ar que entra tremulante através de muitas rachaduras.

Aoi: Pra mim, inicialmente quando imaginamos coisas para “dogma”, minha mente estava vagando. Por exemplo, como um ritual onde alguém de repente se afunda em embriaguez (um transe) por algo… Com a intenção de expressar esse tipo de coisa, nasceu essa música. No que se refere ao tema de “dogma”, as músicas provavelmente tem que ser ousadas. As palavras foram escolhidas de antemão e então as canções nascem, eu acho, dessa apresentação.

Reita: Como devo dizer, certamente é com nossos ‘eus’ atuais. Ou talvez deva dizer, no que chamamos de músicas visual kei, passa uma sensação gótica dark. Eu acho que não são apenas os adultos que não conseguem fazê-lo. Essa é definitivamente esse tipo de música. Isso quer dizer que é uma música que combina bem com a gente.

Kai: Até agora eu acho que as músicas com suas sensações rápidas estão vestidas numa atmosfera sombria. Mas no caso dessa canção, há partes que passam uma sensação revigorante. No panorama de um um mundo obscuro, um raio de luz atravessa. Por uma ou outra razão, essa é a sensação. Também tem a imagem de uma área de paisagem sombria ao mesmo tempo [você quer dizer Wasteland? lol Wasteland = terreno baldio]. Sem terminar numa situação de total escuridão, há um sentimento de que algo brilha sobre ela. A verdadeira identidade desse “algo” é provavelmente uma coisa que você irá entender sozinho.

LUCY

Ruki: Aqui está a sensação condensada da semente da raiva. Várias brigas e acabar sendo enganado… não quer dizer que uma acusação está sendo confrontada. Para simplificar, é uma música que acabou sendo sobre a conexão com a ganância das pessoas.

Uruha: Essa é uma música relativamente hard rock. Então, com isso, o gosto da composição nos agrada, mas realmente não parece estabilizado. Eu acho que foi colocada no álbum porque passa a cor da violência.

Aoi: Essa também acabou sendo colérica, não acha? O som parece estar chegando no limite. Não é apenas uma música de raiva simples. Junto com o ódio e alinhando com o descontentamento, a música passa uma sensação um pouco diferente. Isso quer dizer que se refere a ser incapaz de se agarrar a algo e ficar irritado. A música se tornou uma coisa que grita para isso com obscuridade. Até esse momento não tínhamos decidido por esse tipo de música, mas pode-se dizer que essa é definitivamente uma música com “cara de gazette”. Nós provavelmente fomos capazes de pensar nisso, num modo menos tangível, que há um lugar que é difícil de explicar.

Reita: Bandas deixam claro o que eles dizem ser suas forças motrizes. Por exemplo, eles provavelmente acabam dizendo “para apoiar os fãs”. Ou eu acho que do mesmo jeito, a base é a raiva. Essa música apresenta esse sentimento mais forte ainda. Sinceramente. Afinal, uma banda pode fazer coisas com raiva, e mais uma vez essa música permite esse sentimento.

Kai: De qualquer modo, é a imagem de correr. Entretanto, não sem simplesmente ir longe como se tivesse que derrapar para parar. Mas você não pode fazer isso sem manter seu terreno. É o tipo de música de apenas ser capaz de desejar pela sensação de sair em disparada sem precisar [manter o terreno]. Isto é, correr desse jeito não é fácil. Nos shows, essa música é divertida no modo como nos encaramos.

INCUBUS

Ruki: Essa música logo é, o fim do pesadelo. Quantas vezes eu tive o mesmo sonho odioso. Na verdade, as coisas que você odeia se tornam traumáticas num sonho que é repetidamente lembrado. Eu tive essa experiência, muitas vezes, especialmente durante o período da produção desse álbum. Eu acho que odeio, mas então não odeio. Ao contrário, eu desejo dizer “é bom que isso aconteceu” quando os sonhos se tornam realidade. Enfim, eu infelizmente tenho esses sonhos porque eles não são realidade. Eu acho que sonhos em geral são coisas vistas ao contrário.

Uruha: Fomos capazes de alcançar muitas músicas violentas e essa também é, mas vai numa direção que começa a cortar um pouco disso. Dentro da violência, há um desenvolvimento encantador, belo que você consegue ver de relance. Então a música serve a dois papéis simultaneamente, com um sentimento de corrida e algo estético.

Aoi: Essa também é bem cara de “dogma”. Isso significa que, é provavelmente a música com sensações mais fortes. A música afunda em seus ouvidos e passa uma sensação de que um discurso está sendo feito. O título Incubus vem de um fantasma e tem uma nuance monstruosa. O significado no dicionário é de um demônio dos pesadelos (muma 夢魔). Certamente, há um discurso sendo possível de ser feito. Mas o modo que Ruki canta não é necessariamente sem o sentimento de fazer um discurso… [ mas o que…?]

Reita: Essa música é forte, com um ímpeto poderoso. Essa força junto om a beleza do refrão contrastam perfeitamente. A música não é apenas enérgica, mas também termina com alta qualidade.

Kai: Dentro do álbum, essa música é um pouco melódica. Tem uma imagem de coisas claramente claras e escuras. A imagem é como a sensação de um estroboscópio ofuscando seus olhos, onde há a clara distinção de luz e sombra mudando. Com esse significado, a música tem uma natureza dupla e é realmente forte.

GRUDGE

Ruki: Eu consegui inspiração do filme “Garota Exemplar” para essa. Os sentimentos de uma mulher nos limites mais extremos, desejo que vem de querer restringir, e a sensação de simplesmente ir longe demais.

Uruha: A guitarra se abre de modo relativamente destacado conforme a música segue, enquanto a personalidade do Aoi se destaca como compositor. Tem um fluxo bonito enquanto a modulação lentamente impulsiona, virando violência, e a música combina ambas. Pra mim, foi a primeira impressão que tive da música.

Aoi: Bem, esse é o “dogma” de dentr ode mim. De algum modo, tem algumas partes turvas que se destacam, e tem um pouco de uma sensação pesada que eu tentei trabalhar. O conceito de “dogma” chega a uma percepção com essa música em que meus vários sentimentos se misturam dentro dela. Além do mais, cavando a partir daqui, se tornou algo como uma [WASTELAND], não acha?

Reita: O significado de se tornar frio (tsumeteiru) é diferente de “cool”, eu acho que é um jogo de palavras de um jeito diferente de dizer. Nós nos refinamos, decidindo que essa música era estilosa. Há beleza em esperar dentro de um sentimento vazio [?]. O verão chega desse jeito e eu acho que é exatamente esse tipo de experiência. Diferente de antigamente, se tentássemos fazer esse tipo de música, tentaríamos colocar vários tipos de frases e provavelmente ficaria tudo desordenado. A solução é não enfiar isso ou aquilo e ter apenas uma direta o suficiente. É assim que é essa música.

Kai: No que se refere a essa canção, expressar o significado é realmente difícil. A progressão dessa música é feita como uma cena ficando mais brulhante pouco a pouco. Então, para mim, é como uma sensação de limitação que dá a certeza de que nunca vai passar. Seu campo de visão é preso, de algum modo ficando cada vez mais estreito…e aqui, tomando a imagem passada pelos outros membros. Se você fizer isso, é como se o campo de visão se abrisse com a natureza da música em mente. As outras canções estão no mesmo patamar, mas seus significados são realmente perturbados, provavelmente. Quando ouvi a melodia original, eu cruzei meus braços e me envolvi em memórias.

PARALYSIS

Ruki: Meu eu fraco. Essa é, mais uma vez, baseada num certo incidente. Quando algo cruel continua acontecendo, pode ser de um modo que tanto a pessoa que causa, quanto a pessoa machucada por isso, ficam presos num ciclo infinito de suas fraquezas. É sobre a impotência disso. E no fim, as pessoas podem ser levadas a morte por isso.

Uruha: Todo o álbum DOGMA tem uma imagem religiosa, mas essa música é totalmente diferente e é capaz de sair disso. A canção nasceu porque, francamente, eu queria escrever uma música agressiva. Por mim, “E se eu morresse tocando isso…” é mais ou menos o sentimento que tenho. Mais do que tocar rápido, eu toco e toco com minha mão direita até que doa. Então com esse significado, é uma música que me empurra até meus limites.

Aoi: Esse é atualmente, com certeza, o limite. Ela desafia meus limites, ou melhor eu acabei conseguindo ultrapassá-los. Mas por outro lado, estou atraído por isso que simplesmente está próximo ao meu coração. O que quer dizer é que apesar disso ser provavelmente totalmente diferente da imagem de trabalho do DOGMA, provavelmente também se tornou uma música que posso tocar com o maior impulso. A música tem uma personalidade de libertação, algo que atravessa [os limites].

Reita: Eu posso dizer que tocar essa é o mais difícil. Essa música tem o mais alto grau de dificuldade para o baixista. Tem vocais que gritam que eu estava determinado a entrar. Na segunda metade do álbum é onde a imagem de ser pressionado por uma resposta [畳み掛ける – encher alguém de perguntas] aparece mais forte nessa música, certo? Ser pressionado por respostas, não em pedaços. Naturalmente você será capaz de ver essa sensação com meu posicionamento durante os shows.

Kai: Essa música é pesada, mas tem uma alcance amplo. Quando ouvi a melodia original enquanto pensava na progressão eu pensei “ah, é diferente!”, “então é assim que vai ser!” continuamente. Para nós, violência é uma arma essencial, mas essa música parece multiplicar isso com um sentimento muito real.

DEUX

Ruki: Essa música é sobre ter duas personalidades dentro de uma pessoa. Dentro de mim também, talvez eu tenha uma parte assim. Por exemplo, na estrada, eu pareço ser a pessoa que pula, e eu sou a pessoa que de repente tem que sofrer. Eu entendo que pular de um lugar alto é perigoso, mas me pergunto o que realmente aconteceria se pulasse. Nesse caso, minha curiosidade entra em cena. Então, desse modo, o senso comum e a intriga brigam entre si, então essa provavelmente é uma forma de ter dupla personalidade.

Uruha: Essa canção foi feita com a intenção de se tornar um single. Na realidade, a música foi organizada para que mesmo que fosse lançada como single, eu ficaria feliz. Cada parte da música foi feita tão diligentemente, mesmo as partes mais pesadas. Nessa canção, há um sentimento de ser rica em variedade. Nos termos do álbum, essa música é definitivamente uma parte sozinha. Mas eu também acho que é uma música independente que acabou se encaixando.

Aoi: Essa é uma música que eu ficaria feliz se tivesse a chance de virar um single. Na verdade, quando tocamos essa música em março no Budoukan, nos termos do que é o DOGMA, nós fomos capazes de alcançar isso, como um tipo de abertura e facilmente dar um lugar onde tocar com suas mãos [Ele está falando de dogma como um altar?]. Essa música é como ter a vantagem de tirar doce de uma criança, por assim dizer. Mesmo quando está dentro de um álbum violento.

Reita: Mesmo que tenhamos tocado essa música anteriormente no show, provavelmente há poucas pessoas que lembrar de tê-la ouvido. Eu não quero dizer que é a única música assim, mas dentro do álbum, eu acho que é uma canção que foi deliberadamente colocada como uma faixa importante. Fomos capazes de tentar tocar com uma composição simples, mas ela provavelmente te emociona com um tipo diferente de sensação.

Kai: Belamente grotesca. Essa é a imagem. Por exemplo, sangue pingando do alto de uma parede, o que é comumente uma cena grotesca. Entretanto, eu acho que o contraste do vermelho do sangue com o branco da parede é lindamente estiloso. Eu acho que essa música é a mesma coisa, de modo que não tenha que ser apenas grotesca, porque também há beleza.

BLEMISH

Ruki: Eu ahco que não há partes boas dentro de alguém, então o que é que falta em mim mesmo? E para arrumar essas falhas, nós humanos podemos colocar um fim em nossos ‘eus’ passados, mas não somos realmente capazes de mudar. No meu caso, eu tenho um tipo de humor pervertido/distorcido que existe desde o passado. Humanos tentam reparar isso e ao mesmo tempo vivem no agora como resultado, mas o passado não vai mudar. Eu realmente pensei que seria capaz de mudar em certo ponto, mas dessa vez eu percebi a parte de mim que nunca vai mudar.

Uruha: Para falar a verdade….quando tivemos uma reunião para escolhermos as músicas, apenas aqui tinha uma vaga. Essa música era uma das que estavam competindo por essa vaga com outras canções, mas pra mim, nessa posição, eu queria o gancho dessa música de qualquer jeito… Nessa música o gancho é pesado desde o começo. Eu queria que ela se abrisse num estado pesado desses de uma vez. Então, incrivelmente, a música foi refeita para fluir com o gancho e nasceu dessa mudança. Em todo o álbum, eu acho que esse gancho é uma coisa apropriada para uma base pesada.

Aoi: No que se refere a um dogma, o significado tem uma sensação de algo como uma escritura [sagrada]. A atmosfera da música é realmente algo capaz de te cutucar. Em algum lugar há um ponto que é de alta voltagem ou uma força atraente. Eu digo que uma “escritura” é algo que você não deixa na superfície, mas memórias que você arma quando está pensando.

Reita: O álbum DOGMA progride como acessório do show, o que é absolutamente necessário e é uma parte essencial. Definitivamente, com essa música não há restrições e é provavelmente muito fácil de entender. Essa canção passa uma sensação de que atualmente todos nós como iguais em nossas relações.

Kai: Quando ouvi essa música rapidamente, a imagem foi de vermelho puro. E mais, não é como sangue ou uma luz estroboscópica vermelha, mas um vermelho imaculado e vibrante. Começando com a reunião de escolha das faixas, Ruki tinha a composição naquele momento. Era uma música bastante digital, mas não fluía com o domínio do álbum então foi reescrita depois…Então, a partir do estágio inicial, a imagem facilmente se ampliou.

OMINOUS

Ruki: Certamente, Ominous é uma palavra simbólica dentro do mundo que atualmente somos nós mesmos e tem a sensação de realmente estar de pé ali. Além do mais, um pouco antes, você quer sentir como se fosse continuar…

Uruha: Comparada com o estágio da demo, essa canção realmente tem uma imagem bonita. Foi reescrita pelo compositor e na parte que o título estava sendo criado, o gancho ainda tinha que fluir e se tornou uma coisa que era realmente descasada. A primeira metade do gancho é bela e ainda é num lugar em que é inicialmente sujo e depois apropriado para o DOGMA como um trabalho coeso. Eu acho que a música se tornou grande e tem poder persuasivo. É como se a canção tivesse nascido em beleza e criada em lama. Certamente, te passa um sentimento sinistro [ominous]

Aoi: Parece que a composição não seria boa o suficiente para chamar de DOGMA. Sinceramente, eu acho que combinaria colocar em algum lugar perto da faixa título. Dentro do DOGMA, essa música é capaz de copiar o mesmo som com o vocal. As duas músicas são uma coisa continua, mas eu não acho que Ruki estava consciente disso internamente. Então a partir do DOGMA, existe OMINOUS. Esse aspecto foi feito para a verdade sair, por assim dizer, e eu acho que essa habilidade não estaria completa sem essa música. Mas é como dizer que um livro não fica em pé se não tiver uma contracapa.

Reita: Essa música acabou sendo a conclusão, mas inicialmente eu não previ isso. Mas quando falamos em colocar essa música por último, chegamos ao ponto que não conseguíamos colocá-la em qualquer outra posição. Mesmo agora, sou incapaz de decidir qualquer outro lugar que não fosse esse. Quero dizer, é uma coisa que provavelmente vem te convidar para algum lugar no mundo do DOGMA. Sem a existência dessa música para finalizá-lo, o álbum todo provavelmente ficaria sem fundo. Então essa é a canção necessária que é mais profundamente capaz de terminá-lo.

Kai: Uma imagem de tudo se tornando branco puro. É necessário ter uma coisa que termine o jeito como abrimos a porta… Essa provalmente é a saída. Se a entrada é a DOGMA, então definitivamente essa música (será a saída), bem, é uma porta pesada, não é? E DOGMA tinha a imagem de movê-la. Essas duas músicas são a frente e o verso, então essa canção é o desfecho completamente.

One Comment so far:

  1. Lene Lawlieto disse:

    ありがとう! Amei a entrevista, apesar de bulgar nessas viagens deles, mas é só escutar o Dogma que tudo começa a fazer sentido! : )

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