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Essa entrevista fala dos comentários de Ruki sobre as músicas do single Distress and Coma.

Créditos:
Inglês: Kiniro-Ageha @ LJ
Pt-Br: Mari @ MH



Todas as músicas gravadas no novo single foram escritas por Ruki. Dentro dessas músicas ele estava procurando por uma forma ideal. Com “Distress and Coma” ele está, depois de muito tempo, expressando uma certa gentileza, que faz o coração balançar. Também, a diferença entre isso e seu terrível episódio de dia dos namorados, quando ele estava na primeira série do ensino fundamental, não poderia ser maior e deveria ser enfatizada aqui.


– Vamos começar com a música título, que é a “Distress and Coma”

[Na verdade, eu escrevi essa como uma música complementar de LEECH (isso quer dizer que deveria ter vindo no mesmo single). Eu realmente gostaria que ela fosse a música principal entre as 3 músicas (do Leech). Entretanto, eu não consegui completar esse plano. Houve uma votação entre “Vamos fazer um novo single com ela” e “NÃO, eu quero que seja a música complementar!”. No final acabou virando o novo single (risos)]

– Como uma música do estilo rock pesado emocional, é uma canção muito bonita, em seu próprio modo.
[Bem no começo, havia só a melodia no ar. Eu criei a partir daí. Honestamente, eu queria que soasse mais como música gótica europeia. Mesmo assim, enquanto nós íamos trabalhando nela, acabou ficando mais pesada, mas uma música que não é ruim, não é?]

– A letra também é bem diferente do normal, não é?
[Afinal de contas é uma música sobre um trauma. Sempre tem uma ligação com algo bem real, porém, dessa vez, eu escrevi mais como uma história.]

– A pessoa para quem a letra é direcionada seria “minha querida noiva” então? (no sentido da mulher vestida de noiva)
[Sim. É para a noiva.]

– Parece um pouquinho com um conto de fadas agora, não parece?
[No começo tinha essa imagem de uma princesa adormecida. Porém, eu achei que a história não era perfeita pra ser direcionada a alguém que estivesse dormindo.]

– Isso realmente seria um conto de fadas, talvez até demais.
[Pensando assim, provavelmente seria. Por isso eu segui a imagem de uma garota dançando ou uma bailarina, que dançava através de um sonho. Eu também pensei que se eu escrevesse meramente sobre um trauma, não encaixaria na música e então eu escrevi mais como uma história.]

– Então, as feridas do trauma foram causadas pelo antigo relacionamento amoroso dela?
[Isso e como ela é levada de volta para essa memória e está sempre lembrando. É como se o amor real dela e o amor dos sonhos dela estivessem coexistindo e, eventualmente, ela não vai mais conseguir distinguir qual é real e qual não é. O personagem principal da música está retratando e cantando seus sentimentos para a ‘noiva’. Sendo assim, dentro do título ‘eu’ seria ”Distress” e ‘ela’ seria o “Coma”.]

– As palavras que você está usando são incomumente gentis nessa música.
[Eu achei que para um sentimento frágil como esse, iriam encaixar bem]

– Quando você escreve as letras assim, o sentimento está realmente dançando com elas.
[Bom, bem lá no fundo, eu sou esse tipo de pessoa (risos). Absolutamente gentil.]

– O fim da história é bem triste na verdade, não é?
[O final está dentro da ilusão da história, deixado para a imaginação de cada um, quer ela acorde do sonho ou não, como um epílogo.]

– A segunda música, [Headache Man], é intensa tanto no som como nas letras…
[Eu queria uma música que fosse pesada do começo ao fim. Esse era um ponto que eu arrependidamente olhava pra trás nas músicas que escrevemos no passado. Nós sempre quisemos algumas músicas pesadas, mas no final, elas ficavam diferentes. É a mesma coisa com o peso do som, que veio à tona como um golpe dessa vez. O ‘mastering’ também foi bem difícil, mas acabou como eu tinha imaginado.]

– Essa letra está realmente cheia de raiva, não é?
[Dessa vez, eu usei para tirar sarro de alguém. Bom, tinha esse fluxo de raiva na letra. Porém, ela é diferente de LEECH. É puramente uma pessoa imaginária]

– É mesmo? E sobre o ‘pai duas caras’?
[Não posso falar nada sobre isso em detalhes…(risos)]

– Parecem ter muitos ‘amigos’ ao redor do Gazetto que se tornam tema de todas as emoções em suas músicas.
[Isso é algo a que eu sou muito grato.]

– E por último, [Without a Trace]. Sendo escrita pelo Ruki-kun, é de tal beleza…
[É como uma junção do meu desejo de cantar baladas agora. Dentro do universo das baladas, eu queria fazer o melhor possível, a mesma coisa com o som e tal…simples assim. Eu não consegui fazer isso com Guren e para um álbum, também, foi uma música que não consegui produzir (ainda).]

– Então ela está próxima do seu ideal?
[Bem próxima. E sobre o conteúdo da letra, é sobre uma fã….alguém que morreu, alguém que não consegui salvar. Eu mesmo não consegui fazer nada…. mesmo assim, tem pessoas que vivem apenas de nossa música… é doloroso.]

– A sua própria incapacidade é lamentável, não é?
[É difícil, em geral. Salvar alguém só com a música… mas se disser isso em voz alta você percebe que não está salvando nada na verdade. Têm fãs que são tiranizadas, têm aquelas que não são amadas pelos pais; tempos em que não há ninguém por perto para se preocupar com elas. Mesmo tendo aquelas pessoas que nós podemos salvar, se há apenas uma pessoa que não podemos, então nós apenas não podemos. Esse é o sentimento reunido nessa música…e eu não estou dizendo que eu estou salvando alguém com ela.]

– É difícil, não é?
[Eu não acho que esteja matando alguém com minhas músicas, mas salvando alguém, talvez….Saber a importância da vida é o único apoio. Mesmo assim essa música não está dizendo “Por favor, perceba como sua vida é importante!”, ou tentando trazer alguém de volta. Só está dizendo que eu entendo essa dor um pouco…. eu acho]

– A próxima pergunta seria, e é muito difícil perguntar isso depois de uma conversa tão séria, é mais como um “tópico especial” sobre o texto do começo. (risos) Por favor, nos conte um de seus episódios de dia dos namorados.
[Oh! Isso foi do nada! (risos) Bem, vamos ver… O que eu me lembro melhor é um sobre quando eu estava na primeira série do ensino fundamental e a garota estava na terceira série do ensino fundamental .] (Isso seria sexta e oitava séries aqui no BR)

– Ah, a garota que você namorou mais forçado do que qualquer outra coisa.
[Bom, como eu tinha acabado de me formar no primário e entrado no ginásio, ela era alguém a quem eu dificilmente poderia dizer NÃO. Era assustador….Como quando eu era chamado para a sala da oitava série e estava cercado de garotas.]

– (risos)
[Eu não entendia nada de amor ou relacionamentos naquela época e não era nem ao menos divertido – uma sensação muito preocupante. De algum modo, ir para casa juntos era o pior.]

– Era embaraçoso, não era?
[Todo mundo ia para casa com os amigos. Só eu tinha que acompanhar aquela garota, que era muito alta também. O que eu deveria fazer? Estava tudo errado. No dia dos namorados eu ganhei uma pulseira e um chocolate ou bolo. E um cachecol ou algo assim, e aí nós terminamos na formatura dela.]

– Então mais ou menos um mês depois do dia dos namorados vocês terminaram?
[As garotas normalmente não pegam o Segundo botão dos garotos da oitava série? Eu realmente não entendi, porque ela teve q pegar o meu, sendo que eu estava na sexta. Eu estava meio chocado…Bom, só há lembranças ruins relacionadas a isso (risos).]

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