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Entrevista de 2010 do Aoi, falando sobre como começou a tocar guitarra 🙂

Créditos:

Inglês: Alien Ducky
PT-BR: Tum @ MH


Aoi, armado com uma guitarra preta e uma atitude calma, capturando a atenção dos fãs. Carregando consigo a preocupação em ser de alguma forma diferente como guitarrista, tanto no estilo de tocar quanto na fisionomia, de Uruha. Nós falaremos sobre uma variedade de assuntos, desde o início de seu embarque no caminho da música, até uma auto-análise de seu estilo atual, o qual formou a personalidade de Aoi, o guitarrista.

– Quando foi a primeira vez que você segurou uma guitarra?

“Não foi no sexto ano do fundamental? Foi por volta do sexto ano do ensino fundamental, eu acho. Meu irmão mais velho tinha uma banda naquela época, então a guitarra e tudo o mais estavam lá em casa. Bem, se você me pergunta quando foi a primeira vez… Bem, meu irmão estudava no ensino médio, e eu acho que eu queria me enturmar com os mais velhos fazendo coisas como combinar encontros. [combinar de sair com eles] Foi assim que eu comecei, eu suponho.”

– Querendo mais se encaixar entre a turma dos mais velhos do que querendo tocar guitarra, na verdade. (risos)

“Hm. Deve ter sido extremamente irritante para o meu irmão ser seguido de um lado para o outro por uma criança daquele jeito. (risos) Ele costumava ter coisas como letras de bandas como Jun Sky Walkers coladas nas paredes dele. Eu não curtia esse tipo de bandas de modo algum, então eu não entendia muito. Eu acho que foi de algum modo inesperado até para o meu irmão. Basicamente, meu irmão costumava tocar metal no seu quarto. Eu tenho lembranças de estar tocando a guitarra acabada que ele passou para mim depois de eu o ficar amolando com “Me ensine a tocar guitarra~”. Eu queria tocar a introdução da música do X-JAPAN, ‘Kurenai’, sabe. E sempre desde que eu comecei a tocar guitarra, eu e um colega da minha classe praticávamos juntos para ganharmos algum tipo de destreza. Era simplesmente uma banda de duas guitarras, com nós dois.”

– As músicas de quais bandas vocês praticavam?

“Nós praticávamos coisas como Metallica.”

– Entendo. Seu irmão te influenciou no seu interesse por bandas de hard-rock, não foi?

“Isso é verdade. Embora eu usasse a guitarra que meu irmão havia me dado no começo, ela quebrou, ou algo assim, e então eu acabei comprando uma por mim mesmo. Eu fiquei guardando o dinheiro que eu ganhava de presente de ano novo, e a partir da sexta série do ensino fundamental, eu costumava ajudar na entrega de jornais. Continuando assim, eu consegui uma guitarra que valia por volta de 10mil ienes enquanto ainda estava no ensino fundamental.”

– Isso é admirável! Estar trabalhando por algo que você quer desde que você era uma criança.

“Isso é porque nunca compravam coisas pra mim. Eu comprei até minhas luvas de Baseball sozinho. Então foi o mesmo para a guitarra também, e até quando eu comprei o Marshall (famosa marca de amplificadores usados para guitarras e baixos), eu anunciei bem normalmente em casa.”

– (risos) Você deve ter deixado sua família brava. Casas normais não têm instalações à prova de som, não é?

“(risos) Eu não ligava, seja como fosse. Eu costumava fazer muito barulho.”

– Você ainda se lembra de como sua primeira guitarra era?

“Sim. Eu lembro muito bem! Minha primeira guitarra de verdade era da marca ‘Aria Pro’, algo pra iniciantes, e veio junto com um pequeno amplificador. Foi algo por volta de 5mil, não é? Era roxa, e como o pôr-do-sol, suas cores iam escurecendo. Minha primeira guitarra era bem excitante, não era? (risos) Mas ela era legal.”

– Comparada à guitarra que você usa agora, era definitivamente excitante. (risos) É quase toda preta agora, não é?

“Ah, é verdade. Depois de 2 guitarras, a cor de todas as outras tem sido preta. Eu amo preto. Eu não sei porque eu comprei uma roxa no começo, pensando nisso agora. (risos)”

– Levando em conta seu visual, e o som, qual a sua opinião sobre as guitarras no presente?

“Como eu posso dizer… Eu não gosto de coisas, de algum modo, banais, sabe. Eu pensei muito sobre esta guitarra também, (O modelo da guitarra do Aoi é mostrado no laptop por um staff) embora ela tenha sido meu primeiro modelo de guitarra.”

– Aah. O formato é bem distinto, não é? Tem essas formas afiadas nela.

“Sim. Eu trabalhei bastante nas peças e detalhes dessas linhas com o Illustrator… (um software de gráficos para laptop) Eu até pensei no formato da cabeça (o extremo final, ligado ao braço da guitarra) para a primeira por mim. Bem que eu trabalhei duro… (risos)”

– Certo. Então, qual a sua opinião quanto a som? Faça uma auto-análise de você tocando.

“Aah… Sobre isso… Eu, no passado, não podia nem separar, sabe, na época em que eu era um estudante do ensino fundamental. Como se a guitarra fosse simplesmente tudo da vibração e do tinir de um power chord. (acorde com um som caracteristicamente forte criado pressionando as cordas com apenas 2 ou até 1 dedo) É por isso que eu enfrentei muitas dificuldades. Até com as músicas do the GazettE, no começo.”

– Isso porque as músicas do the GazettE exigem sons sutis, não é mesmo? Especialmente agora.

“Certo. Era tão difícil. Eu costumava ser todo “Eu não entendo suas músicas de jeito nenhum…” no começo. (risos) Pra quê, sabe… Eu acho que Uruha e todos são bem diferentes neste aspecto. Isso porque Uruha, em particular, presta o mínimo de atenção. Eu apenas vejo que aproximadamente trabalha melhor… (risos) E então, é uma sensação do tipo “Vai melhorar depois!”

– (risos) Não é assim que todo mundo trabalha, sabe. Mas ainda, quanto ao método de criar músicas, você acha que você é diferente do Uruha?

“Nós somos diferentes! Nós testamos as muitas guitarras que há lá… E definitivamente, há estes pontos não tão importantes também, em relação à apresentação musical. Mas tem essa coisa… Eu sou do tipo que pensa ‘Não seria ótimo se eu pudesse expressar bem minhas emoções?’ Mesmo que isso possa ser apenas em shows, em particular, eu acho que é importante se divertir, mesmo que se esteja criando muitas [músicas]… Ficar muito severo e rigoroso sobre o ‘como’ e o ‘o que’ de cada sonzinho que será capturado pelos microfones não é algo de que eu goste muito. Eu, de alguma forma, não consigo me acostumar a isso.”

– Então de acordo com você, para ser capaz de transmitir uma música o melhor possível, é essencial ter um método que carregue emoção, as habilidades necessárias, não obstante; ter a habilidade de se expressar numa apresentação, de um jeito ou de outro.

“Hm. Eu acho que está tudo bem até mesmo se eu não tocar alguma parte essencial. (risos) Mas eu não gosto de chegar a extremos criando músicas. Embora eu trabalhe duro na pré-produção, e nas operações da gravação no estúdio, os shows, em particular, são algo diferente. No final, se eu não tocar deste jeito, se eu não finalizar levantando minha guitarra um pouquinho, então não é legal pra mim. (risos) Você sabe, porque se você não estiver colocando nenhuma energia naquilo, a alça vai dobrar.

– Bem então, quais poderiam ser os motivos para a alça continuar dobrando…?

“Isso não parece bom. (risos) Eu não consigo pensar que levantá-la demais faça bem para a postura. Embora seja obviamente muito difícil tocar com a correia pendurada muito embaixo… As músicas do the GazettE são difíceis! Principalmente as mais recentes. Com o meu gosto musical tendo se desenvolvido pelo tempo, eu não posso trazer muita variedade até mesmo em lugares que eu costumava tocar bem mais vigorosamente no passado. Na verdade, eu venho levantando e abaixando a alça bem pouquinho cada ano.”

– A altura da guitarra não trouxe nenhuma mudança notável? Há fãs que percebem essas coisas, sabe.

“Eu não acho que eu saiba. (risos) Os furos da alça (da guitarra) são como um dos sentidos, se você olhar para eles desse modo. Estou pensando em alongar pra mais um furo pra essa turnê. Não serão nem 5 centímetros. Eu não acho que isso será notado, de modo algum.”

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