and posted in Entrevista, Tradução

A entrevista da vez é com o Ruki falando sobre o single SHIVER!
É curta e legal. Pela entrevista dá pra perceber que algumas coisas mudaram na banda, não apenas pelo fato de terem ido pra a Sony, mas nos próprios conceitos dos integrantes para com as músicas.
Enfim, leiam e entendam

Créditos:
Inglês: kiniro_ageha LJ
PT-BR: Mari @ MH


— Depois de um longo tempo, o single “SHIVER” passa um tipo de sensação leve, e ainda rápida e recortada, e com sua melodia, é um tipo diferente de música do GazettE, que têm sido bem pesadas ultimamente.

Ruki [Músicas rápidas com uma história sempre foram algo em que nos destacamos. Logo quando eu fiz essa música, eu fiquei ouvindo e repensando todas as músicas que fizemos até aqui, porque até agora, dentro de mim, eu sentia que as músicas antigas eram um tabu. Porque estivemos lançando músicas com uma intenção muito mais pesada do que isso. Entretanto, o resultado de meus pensamentos foi que eu gostaria de apenas uma vez voltar às músicas simples. Sendo assim, não há absolutamente nenhum som artificial e apenas o puro som da banda nessa música.]

— Houve algo de diferente na produção dessa música em comparação com as outras ultimamente?

Ruki [Com as músicas ultimamente tenho procurado coisas novas, tendo as coisas mais pesadas em mente, mesmo assim “SHIVER” eu fiz com a sensação das coisas dentro de mim que não mudaram. Também significa que isso é como o the GazettE soaria (se refizessem as músicas antigas)]

— Qual foi a reação dos outros integrantes?

Ruki [Eles ficaram tipo “aahh!” (risos), como uma sensação nostálgica.]

— O título incorpora o significado de um corpo tremendo, certo?

Ruki [Sim. É algo próximo do tremer de medo.]

— Quando nos separamos de algo/alguém, você pode lutar com as coisas que não consegue esquecer porque elas estão gravadas tão profundamente, ainda assim, esquecer e as coisas a esquecer é o que é realmente assustador como emoções dentro da letra.

Ruki [Sim, é. O tema é “O sentimento de perda”.]

— Esse é um assunto pesado. Contudo, com a melodia fica uma sensação de liberação.

Ruki [(risos) É, é assim mesmo. A letra não é nada leve, apesar de tudo.]

— A letra é sobre seu próprio entendimento do que “separação”?

Ruki […quando se trata disso, é arrependimento e uma memória de algo que não pode ser trazido de volta. Por exemplo, quando o parceiro morre sobre condições desfavoráveis, não se pode fazer muito além de chorar a perda. Ainda assim, e se a pessoa que morreu olhasse para esse ‘eu’?]

— Para ver esse estado triste de si mesmo.

Ruki [Sim. Nada pode ser feito sobre isso. É algo que não pode ser trazido de volta.]

— Então, a segunda música “HESITATING MEANS DEATH” é uma música pesada do GazettE desde o primeiro acorde.

Ruki [Esse foi o tipo de música que estive esperando, desde quando eu a ouvi pela primeira vez. Porque o mundo dessa música está desenhando uma grande impressão]

— A letra contém expressões de uma firmeza e o conteúdo é quase como uma declaração de guerra.

Ruki [Em conexão com a turnê, isso foi escrito com o senso da rota que tomamos. Nós fizemos a turnê “Nameless Liberty Six Guns” antes e ainda essa “Liberdade sem nome” é algo que sempre tenho seguindo em frente. Com isso em mente, eu escrevi aquela letra. Não é simplesmente sobre a turnê, contudo. Sem se quebrar nenhuma vez, esta é a frase que está conectando tudo, o tempo todo.]

— E sobre o título, que é “HESITATING MEANS DEATH”?

Ruki [Há coisas as quais nos agarramos até agora e as coisas que viemos a fazer até aqui não estavam erradas. Eu não esqueço a sensação do meu primeiríssimo show no Budokan, e eu quero mostrar isso novamente na letra.]

— Ela com certeza é uma letra aquecida.

Ruki [(risos) Aquecida, é. As coisas que estou fazendo são meu destino, é por isso que eu também preciso fazer certas coisas pra isso. É como um padrão, mas eu escrevo sobre coisas que são frequentemente negligenciadas. Quando se trata de músicas que não se misturam, fazemos coisas que queremos fazer nós mesmos, e as coisas que não queremos fazer, não fazemos como GazettE, como uma lei. Eu achei que era sobre isso que eu precisava escrever na letra.]

— Você queria expressar isso na atual época?

Ruki [Sim. Até o single desta vez, meio ano se passou, não foi? Nós também mudamos (para a Sony), um monte de coisas foi decidido e dentro de mim eu senti que com o single anterior “BEFORE I DECAY”, o GazettE tinha terminado uma vez. Concluindo, o single foi feito com o pensamento de “Vamos começar de novo daqui!!”, como algo que o GazettE precisava fazer, que é fracassar pelo menos uma vez, agora podemos pensar, que qualquer coisa é possível.]

— E o primeiro passo é o novo single.

Ruki [Sim. Por exemplo, se “SHIVER” tivesse sido feito antes, eu provavelmente teria pensado que é muito pop, e eu odiava que pensassem que estávamos seguindo uma certa intenção… entretanto, eu descobri que estivemos lutando num mundo muito pequeno, não estivemos? Claro, fazer coisas pesadas sempre foi o certo pra nós; isto é, porque estamos, onde estamos agora.]

— Muitas coisas relacionadas o estado atual estão claras agora, não estão?

Ruki [Estão. Sendo assim, não queremos ficar muito fixados na maioria das coisas. Gostaríamos de pensar que “isso também é uma possibilidade!”. Fazer músicas pesadas, tanto quanto fazer músicas cativantes sempre foi a essência do GazettE, originalmente. Assim, eu acho que foi ótimo termos feito um álbum como o “DIM”, porque por esse álbum existir é que somos capazes de tomar essa postura agora. Não importa o que digam, estamos correndo em direção às coisas que gostaríamos de fazer, e uma vez que elas se tornem claras, nós simplesmente as fazemos deste modo.]

— Certamente este é um single importante. E sobre a terceira faixa “NARAKU”, com sua melodia triste, passa uma sensação muito madura.

Ruki [Na terceira música, você encontra o que está mais aproximado de nosso antigo eu.]

— É muito do GazettE, não é? Há muita afeição nela, ainda assim, qual é a imagem deste som?

Ruki [É uma sensação bem pesada. Desde o começo o título provisório foi “Naraku”, portanto a fizemos com o nome sendo esse mesmo (risos). Em algum lugar é uma música triste, em algum lugar é uma música “se abrindo”.]

— Os arranjos são pesados, porém delicados de modo geral.

Ruki [Certamente.]

— A letra é sobre o amor entre homens e mulheres?

Ruki [É sobre domínio nesse sentido. É o eventual inferno de um relacionamento baseado em desejo. Não há amor lá.]

— Ainda assim, eles acreditavam naquele parceiro.

Ruki [Sim, Portanto eles também foram capazes de lidar com a dor disso (risos). É sobre se manter quieto e ser mantido quieto neste sentido.]

— Mais do que uma música sobre jogar os sentimentos amorosos diretamente no parceiro, está questionando como as coisas realmente são, estimular um motivo mais intrigante para a relação é no que você está interessado, certo?

Ruki [Certamente há esse tipo de eco por trás. Eu acho que geralmente amor não é uma coisa superficial. Na situação de se separar de coisas amadas, ainda há as reais intenções por trás. “Na verdade eu estava pensando assim”, ou “Meus verdadeiros sentimentos eram assim”, que eu acredito ser o mais dramático sobre isso, o mais atrativo.]

— Aprofundando na psicologia humana.

Ruki [Sim. Mesmo a letra sendo pesada, ela não é irrealista.]

— Mesmo a música sendo meio obscura, há este prazer sensual em algum lugar também.

Ruki [Cair neste inferno bem no fim foi bom eventualmente. Até o momento em que ainda havia alguma esperança restando.]

— Melhor do que escolher uma música entre estas três, elas são todas músicas intensas e boas.

Ruki [É um single bem a nossa cara, eu acho. As coisas boas sobre as músicas antigas e as novas também foram misturadas.]

Leave your Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: