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Entrevista curtinha feita com o Ruki em 2009, na qual ele fala brevemente sobre como é estar em vias de uma turnê para o fã-clube depois um ano e meio sem realizá-las e também impressões sobre os antigos trabalhos da banda, férias e como é, para ele, criar novas músicas.

Créditos:
Inglês: Kiniro_Ageha
PT/BR: Mari @ MH
Revisão: Grazi @ MH


No final de 2009, é o the GazettE que está completando seu ano com um concerto de Natal no Tokyo Big Sight dia 24 de dezembro. Como abertura de 2010, a turnê do fã-clube deles irá começar, para a qual todos os fãs estão provavelmente ansiosos. É impressionante que esta seja, na verdade, a atividade da banda em algum tempo. Como vai ser o próximo ano pra essa banda? Quais são seus sentimentos? Depois de um bom tempo, conduzimos uma entrevista com Ruki de novo e estivemos escutando cuidadosamente.

– Dessa vez estamos de olho na 50ª edição da revista Zy, mas a primeira vez que o the GazettE esteve em nossa capa (edição 27) veio bem repentina e inesperadamente.

Ruki: Isso foi durante o lançamento do “NIL” É claro que me lembro! (risos)

– Naquela época a banda já estava tocando em grandes casas de shows e já estava no auge, ainda assim, o caminho que vocês estiveram seguindo a partir daí foi um bem rápido!

Ruki: Antes de tudo, desde o “NIL” 4 anos já se passaram. Quando penso sobre aquele álbum, parece tão leve e não tão sério, no que se trata de humor (risada sem graça). Não foram vendidas tantas cópias naquela época também… Isso foi o caso até 2 anos atrás. Sendo assim, não parece muito com uma memória, mas o tempo voou desde então. Então, proporcionalmente, os sentimentos em relação às nossas atividades foram construídos pouco à pouco.

– Vocês planejaram lançar tantos outros CDs desde aquela época?

Ruki: Na verdade, não. Afinal de contas entramos numa longa turnê [2007-2008] depois. Então lançamos “Guren” e “LEECH”. Na realidade, depois daquilo, queríamos ter produzido o álbum, entretanto decidimos lançar “DISTRESS & COMA”, que era uma música par com “LEECH”, originalmente, então a produção do álbum foi adiada.

– Bem, esse foi o caso, mas o álbum se tornou incrivelmente forte, e depois de tudo, esse ano o “DIM” foi lançado sem problemas e vocês também estiveram em turnê… e essa pode ser apenas minha opinião pessoal, mas não parece que vocês estiveram muito em turnê este ano, estiveram? (risos)

Ruki: Esse é certamente o caso. Em 2009 nós realmente não estivemos muito em turnê, como planejamos antes. Afinal nós realmente queríamos fazer músicas, mas de algum modo, o processo não foi muito emergente até então (risos)

– Huh? Mas isso não é muito bom, é?! (risos)

Ruki: Contudo, não é como se tivéssemos muito tempo para nós mesmos (risada sem graça). Nós sempre estávamos ocupados com algo. Mas ultimamente nós temos algum tempo livre, e é bom que tenhamos um pouco de tempo para pensar em nós mesmos.

– Ok, já que vocês tem algum tempo agora, vocês são capazes de ter alguma abertura daqui e dali então?

Ruki: Esse é certamente o caso. E não é aquela época de solidificar nossas bases? Todo mundo pode tomar suas próprias decisões, agora… Mesmo assim, não podemos dizer, que estamos de férias de verdade. Entretanto, podemos nos revigorar como banda também, o que pareceu ser uma boa ideia naquela época também.

– Então vocês foram capazes de conseguir novas energias?

Ruki: Todos nós conseguimos um pouco de nossa independência de volta, e isso teria fortificado o desejo de trabalhar como uma banda novamente, não teria?

– Se revigorar é com certeza algo que não tínhamos ouvido de vocês ainda (risos)

Ruki: Uruha de repente começou a dizer isso. Quando ele estava se encontrando com pessoas de nossas bandas veteranas ou outras pessoas… ele sentiu como se ele precisasse confirmar o que a música é pra ele… olhando para nosso empresário (risos).

– Vocês fazem muito isso?

Ruki: Quando todo mundo está se encontrando… antigamente, nos encontrávamos frequentemente, mas se fizermos isso atualmente, nossos staffs seriam influenciados por isso, não seriam? Seja com o equipamento ou no estúdio, há tanta gente envolvida. Então, apenas desapareceríamos sem ser notados, talvez.

– Sair de mãos vazias, com um último pontapé. Eu acharia bem legal se vocês pudessem fazer isso agora.

Ruki: Nosso guitarrista consegue fazer isso. Eu sou mais do tipo que gosta de estar em um certo mecanismo (risos).

– Entendo (risos). Então, quando falamos do seu trabalho e tarefas e das aberturas neles, que tal sobre assistir filmes e coisas do gênero. Especialmente para alguém escrevendo letras, parece importante ter esse tipo de estímulos de fora.

Ruki: Quando estou assistindo esse tipo de coisas, não é como se houvesse algo mais. Quando há uma música, eu penso em como poderia deixá-la melhor. Entretanto, se não há música, não consigo escrever letras também. Eu não tenho muita inspiração, então.

– Então você está trabalhando em novas músicas agora?

Ruki: Estou apenas brincando de fazê-las agora. Tipo só algumas partes (risada sem graça). Eu realmente preciso deixar isso mais estruturado, porém.

– Você está vendo essas categorias de músicas como algo que the GazettE lançaria em 2010? Isso seria interessante certamente.

Ruki: Hmmm… Por exemplo, “DIM” é um álbum que queríamos fazer no passado, mas não pudemos alcançar isso com o que estávamos trabalhando, então não tivemos intenção de fazer algo completamente novo. Ultimamente tenho ouvido as antigas músicas do the GazettE novamente e ainda há músicas que não gosto tanto como há músicas que gosto. Me parece que há algo mais pra elas. Separar essas partes umas das outras e adicionar novas [partes] a elas, eu de algum modo gostaria de revivê-las…

– Como reafirmar a parte mais interna delas? 

Ruki: Sim, assim mesmo. Certamente, criar algo completamente novo é difícil. Mais do que inventar algo novo para nós, é como mostrar nossos pontos fortes, o que será como algo novo para ouvir. Eu acho que isso também é bem importante. E também, quando se trata de mim mesmo, estou dando meu melhor quando sou desafiado.

– Falando particularmente (risos).

Ruki: Há certas vezes quando desejo de repente ser desafiado. E eu não quero dizer no sentido de escrever algo que venda ou não. É sobre algo dentro de mim que precisa sair de um jeito ou de outro!

– Oh! Se seu trabalho funciona desse jeito, eu diria que seria melhor depender do momento até que você consiga criar algo a partir disso, não é? Mas não é assim que é, não é?

Ruki: Sim. Deve ser assim. Eu acho que as flutuações entre “Guren” e “BEFORE I DECAY” foram bem fortes. E estivemos fazendo isso estando atentos a essas circunstâncias. Desafiar isso, não estivemos realmente fazendo algo pesado desse tipo. E enquanto tem havido músicas que nós poderíamos com certeza achar boas músicas, também haviam aquelas onde nós gostaríamos de ter feito diferente. Mantendo isso em mente, ouço nossas músicas antigas e percebo quais são as coisas que gosto.

– Então… Você não gosta das músicas em geral?

Ruki: Não. Por exemplo, dentre as músicas que nós mesmos fizemos eu realmente odeio “Cassis”… Eu não planejei fazer uma balada desse tipo, mas no final foi nosso próprio feito que fez a música sair assim. Depois disso nós fizemos “Filth in the Beauty”, fizemos “Guren”… E com isso, nós viemos a entender como [a música] era realmente.

– Mesmo que você diga isso, provavelmente há muitos fãs que gostam muito de “Cassis”.

Ruki: Eu entendo isso (risada amarga). Sendo assim, nos distanciar de algo que fizemos e apresentar ao vivo são coisas diferentes, com sensações diferentes.

– Isso é muito vai e vem, não é?

Ruki: Estou me esforçando (risos). Essa é a exata razão pela qual eu acho que a hora de pensar sobre essas coisas é tão importante. Além do mais, pra mim ainda há álbuns pelos quais não posso passar.

– Oh! Agora isso é interessante!

Ruki: Seriam músicas do Zilch (banda formada por hide e alguns músicos estrangeiros). Mesmo quando ouço isso agora, eu ainda acho que é incrível. O álbum do Als SADS’ [The Rose God Gave Me] pra mim, é algo novo dentro de mim. Você não pode classificar isso em qualquer categoria. Eu acho que há poucas pessoas que podem fazer música assim. Essa é a razão pela qual eu não quero pensar em gêneros… E fazer música assim, mas isso é difícil.

– Então você está falando sobre música que não está presa a gêneros. Eu acho que a parte difícil provavelmente não é fazê-la em si, mas pensar nisso desse modo.

Ruki: Sim, é. Sendo assim, uma vez que começo a pensar, eu realmente começo a desgostar de meu antigo eu um pouco (risada amarga). Essa também é a razão por que eu vejo o tempo de the GazettE até agora como “Primeira Temporada” dentro de mim. Tudo bem ter um folga então (risos).

– Apesar de que é uma folga curta, não é?

Ruki: Mesmo sendo curto, é muito importante dessa vez.

– Então, 2010 vai ser o começo da Segunda Temporada do the GazettE? Afinal, vocês estiveram anunciando a turnê só pro fã-clube.

Ruki: Nós sempre dissemos “vamos fazer uma turnê pro fã-clube”, mas não fomos capazes de fazer até então. Mas gostaríamos que nosso fã-clube fosse uma coisa boa. E eu realmente quero tocar em locais pequenos novamente. É como um treinamento samurai. Faz mais ou menos um ano e meio desde a última turnê do fã-clube e eu gostaria de começar tudo de novo. Sair do ‘modo de produção’ de novo.

– Afinal, uma turnê ao vivo é realmente um desafio óbvio que vocês teriam que enfrentar.

Ruki: É sim. Sendo assim, vou voltar a sensação dos tempos antigos e gostaria de mostrar que nós ainda temos nossas garras!


 

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